O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos defendeu que as ameaças à sociedade civil bielorrussa têm de acabar, mas sublinhou que não está estabelecida uma ligação direta entre a morte de Vitali Chychov e a repressão a civis dissidentes pelo regime do Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko.

Esta situação "adiciona um novo nível de preocupação com o que está a acontecer na Bielorrússia", admitiu a porta-voz do Alto Comissariado da ONU, Marta Hurtado, numa conferência de imprensa hoje realizada em Genebra, na Suíça.

Chychov, de 26 anos, liderava a "Belarusian House in Ukraine" (Casa da Bielorrússia na Ucrânia, em tradução livre), uma organização não governamental que ajuda opositores do regime a fugirem da repressão na Bielorrússia.

O ativista desaparecido foi encontrado enforcado num parque da capital ucraniana, segundo avançou hoje a polícia, que abriu uma investigação por "assassinato".

A organização de Chychov acusou o regime bielorrusso do "assassinato" do seu líder.

"Relativamente à investigação na Ucrânia (...) esperamos que as autoridades conduzam uma investigação rigorosa, imparcial e eficaz sobre o que aconteceu e determinem se foi um suicídio, um assassinato clássico ou se houve uma ligação ao seu ativismo", afirmou Marta Hurtado.

Lukashenko tem reprimido todas as formas de dissidência desde as grandes manifestações de protesto após a eleição presidencial do ano passado -- votação que foi considerada fraudulenta por vários países ocidentais e pela oposição bielorrussa.

"A situação está a deteriorar-se gravemente", lamentou Hurtado, acrescentando que foram registadas, "na semana passada, intimidações contra organizações da sociedade civil e jornalistas, extinções de dezenas de organizações da sociedade civil da Bielorrússia, além de assédio a dissidentes".

"Isto tem de parar", defendeu.

"Esta intimidação da sociedade civil, dos trabalhadores da comunicação social e de qualquer pessoa que expresse uma opinião diferente da do Governo tem de parar", sublinhou.

"Qualquer pessoa detida arbitrariamente deve ser libertada imediatamente", considerou ainda a porta-voz, reconhecendo que a ONU "está preocupada com a situação geral na Bielorrússia".

PMC // ANP

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