"A vitória está ao nosso alcance. Nós vamos conseguir. Vamos tomar os últimos batalhões terroristas do Hamas e Rafah, que é o último reduto", disse Benjamin Netanyahu no programa da ABC News "This Week with George Stephanopoulos".

A entrevista vai ser transmitida hoje, mas alguns excertos foram divulgados no sábado à noite.

"Vamos fazê-lo assegurando simultaneamente uma passagem segura para a população civil, para que esta possa sair", acrescentou. "Estamos a desenvolver um plano detalhado para o conseguir", disse, mencionando que as zonas a norte de Rafah que foram desocupadas podem ser utilizadas como áreas seguras para os civis.

A população da cidade, localizada no sul do enclave, perto da fronteira egípcia, mais do que quintuplicou nas últimas semanas, com a chegada de centenas de milhares de pessoas que fugiram da guerra, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, alertou para "uma catástrofe e um massacre que poderão resultar em dezenas de milhares" de mortos.

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, afirmou que uma ofensiva em Rafah "resultaria numa catástrofe humanitária indescritível".

Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, afirmaram que não apoiam uma ofensiva terrestre em Rafah e avisaram que, se não for devidamente planeada, a operação pode conduzir a uma catástrofe.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, descreveu na quinta-feira a resposta de Telavive ao ataque do Hamas a 07 de outubro como excessiva.

"Aqueles que dizem que não devemos entrar em Rafah estão, de facto, a dizer-nos que temos de perder a guerra e deixar o Hamas no lugar", respondeu Benjamin Netanyahu aos críticos.

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