O resgate foi realizado quando o navio da organização não governamental (ONG) se dirigia para o porto de La Spezia, no noroeste de Itália.

Após socorrer 69 migrantes na tarde de terça-feira, o navio recebeu autorização para atracar no porto de La Spezia, a cem horas de distância da sua área de atuação no Mediterrâneo central, devido à nova política do Governo de extrema-direita de Giorgia Meloni.

Na sua viagem para norte, localizou uma segunda embarcação com 61 pessoas, entre as quais 13 mulheres e 24 menores, e agora uma terceira embarcação com 107 pessoas, entre as quais 5 mulheres e 36 menores.

A ONG explicou que os dois resgates foram realizados enquanto o navio navegava "para o primeiro local designado, de acordo com o direito marítimo internacional".

O navio cumpre o novo regulamento do executivo italiano, que obriga as ONG a solicitar a atribuição de um porto imediatamente após a conclusão da sua primeira operação de socorro e a não se desviar para ajudar outras embarcações em perigo.

No entanto, a organização MSF criticou o facto de ter recebido o porto de La Spezia, na região da Ligúria, a vários dias de navegação, referindo que existiam portos mais próximos.

Esta atribuição de portos afastados das zonas de salvamento responde a uma nova estratégia do Governo italiano da extrema-direita Giorgia Meloni para que os navios tenham de deixar a zona de salvamento durante dias e também implica maiores gastos para as ONG.

O Governo italiano garante que se trata de uma medida para aliviar a pressão da chegada de migrantes aos portos sicilianos.

A viagem do "Geo Barents" sofreu mais distúrbios, pois antes do resgate, a MSF denunciou que, na terça-feira, soldados da guarda costeira da Líbia ameaçaram disparar contra a tripulação do navio quando eles estavam prestes a resgatar um grupo de migrantes que viajavam a bordo de outro barco.

Segundo dados do governo italiano, mais de 3.900 migrantes chegaram a Itália este ano pelo Mediterrâneo central, em comparação com 1.700 no mesmo período do ano passado, enquanto mais de 100.000 chegaram às costas italianas em 2022.

DF // RBF

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