O rapto ocorreu por volta das 08:30 (06:30 em Lisboa) no estabelecimento comercial da vítima, ao longo da Rua Samuel da Bula (antiga General Teixeira Botelho), a poucos metros da Casa Militar, quartel responsável pela guarda do Presidente da República, Filipe Nyusi.

"Ele estava a abrir o seu estabelecimento, quando dois homens se aproximaram e apontaram uma arma. Sem fazer barulho, levaram-no para uma viatura, que estava estacionada ali na porta quase e que, posteriormente, saiu em sentido oposto ao quartel", declarou à Lusa uma fonte que vive na mesma rua em que crime ocorreu.

Segundo a fonte, no local, estavam também funcionários do estabelecimento, que foram intimidados pelos raptores quando tentaram reagir.

"Eu pensei que fossem clientes, mas não eram (...) Eles levaram-no e ele não gritou (...)", explicou um segurança do estabelecimento que os viu abandonarem o local com vítima, citado pela imprensa local.

A Lusa pediu uma reação da Polícia da República de Moçambique, mas ainda não obteve resposta.

Este é o segundo rapto registado este ano na cidade de Maputo.

Em 20 de janeiro, um empresário foi raptado na capital moçambicana por um grupo de homens armados, dois dos quais já detidos, mas a vítima "continua em cativeiro", segundo os últimos dados avançados pela polícia.

No dia 16 de janeiro, um gestor de uma loja de venda de mobília foi ferido no abdómen durante uma tentativa de rapto frustrada por populares que atiraram pedras contra os autores do crime, disse então à Lusa o porta-voz da polícia em Maputo, Leonel Muchina.

Desde janeiro de 2023, as autoridades moçambicanas detiveram 38 pessoas envolvidas na onda de raptos no país, que registou um total 13 casos no mesmo período, segundo oficiais.

A onda de raptos em Moçambique começou em 2011, afetando, sobretudo, empresários e seus familiares.

Após um período de relativa estabilidade, os casos voltaram a ser registados nos últimos anos, principalmente nas capitais provinciais, com destaque para Maputo.

As autoridades moçambicanas admitiram, por várias vezes, o envolvimento de membros da polícia e de magistrado nestes crimes, cujas ramificações se estendem até a vizinha África Sul, país com o qual Moçambique tem fortes relações.

EAC/LN // EA

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