"Não vai haver nenhuma mobilização. Isso é mentira", disse Lukashenko, citado hoje pelo canal governamental Pul Pervogo difundido através da rede digital de mensagens Telegram. 

Pouco depois, a agência estatal de notícias Belta, divulgou outra declaração do chefe de Estado em que Lukashenko reitera que a Bielorrússia "não vai participar em qualquer guerra".

"Iremos combater apenas quando for preciso defender os nossos lares e a nossa terra", acrescentou. 

Trata-se da primeira vez que Lukashenko declara que a Bielorrússia não vai participar diretamente em combates. 

A Bielorrússia é um dos aliados mais próximos de Moscovo na nova campanha militar da Rússia contra a Ucrânia iniciada no passado dia 24 de fevereiro.

O país serviu de base às tropas russas na invasão da Ucrânia e foi por isso fortemente criticado pelo governo de Kiev.

Por outro lado, vários portais de notícias do leste da Europa referem que as forças de segurança bielorrussas receberam ordens verbais para identificarem os cidadãos russos que se escondem na Bielorrússia numa tentativa de evitarem a "mobilização parcial" decretada esta semana pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. 

Muitos reservistas russos temem ser incorporados nas Forças Armadas e, por isso, tentam abandonar o país através das fronteiras da Rússia com a Finlândia, Geórgia, Mongólia e Cazaquistão.

A Bielorrússia, ex-república soviética que faz fronteira com a Rússia, é também uma das supostas linhas de fuga, até porque não existem postos fronteiriços entre os dois países, ao abrigo dos acordos bilaterais existentes.

 

PSP // APN

Lusa/fim

 

 

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