"A Colômbia acaba de eleger uma presidente do M-19, semelhante a Dilma Rouseff, ex-presidente do Brasil que também militou em grupos guerrilheiros em sua juventude", disse Bolsonaro a apoiantes junto à sua residência oficial em Brasília.

"Qual é o serviço público mais procurado naquele país?", perguntou Bolsonaro, aos que o ouviam sobre a Colômbia, que responderam imediatamente: "O setor de passaportes".

Bolsonaro também comentou sobre o pedido de Petro, após sua vitória nas urnas, para que os jovens detidos por atos de violência durante os protestos sociais registados em várias cidades da Colômbia sejam libertados.

"Ele vai soltar todos os meninos. Geralmente quem está no tráfico de drogas são pessoas dessa faixa etária, até menores", disse Bolsonaro, cujo Governo congratulou Petro na terça-feira pela vitória, através de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

O Presidente brasileiro, como em muitas outras ocasiões, vinculou suas críticas a Petro com aquelas que mantém contra outros países governados por líderes de esquerda, a quem associou ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

"Na Venezuela eles pegam três sacos de dinheiro e vão comprar pão. Veja como estão Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia ou Cuba", disse Bolsonaro, que sustentou que os líderes desses países e Lula da Silva "são todos do Fórum de São Paulo", uma organização que reúne partidos de esquerda latino-americanos.

Em referência velada às eleições de outubro no Brasil, nas quais ambiciona renovar o seu mandato apesar de todas as sondagens apontarem Lula da Silva como o claro favorito, reiterou um "aviso" aos brasileiros em relação a essas eleições.

"Somos responsáveis por nossos atos e omissões", afirmou Bolsonaro, que insistiu que o Brasil estará ameaçado por um alegado "retorno do comunismo", que em sua opinião é encarnado no país por Lula da Silva e os partidos progressistas que o apoiam.

CYR // LFS

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