A equipa foi enviada para "monitorizar e coordenar de perto os esforços de várias partes interessadas para a entrega eficaz de assistência humanitária", como parte da "continuação do envolvimento" da Índia "com o povo afegão", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano, num comunicado divulgado na quinta-feira.

A equipa foi enviada para a embaixada da Índia na capital afegã. A embaixada está vazia desde que o regime talibã assumiu o controle do Afeganistão, em agosto.

Apesar de não ter presença diplomática em Cabul, a Índia enviou, desde agosto, 20 mil toneladas de trigo, 13 toneladas de medicamentos, 500 mil doses de vacinas contra a covid-19 e roupas de inverno para ajudar a população afegã.

Autoridades indianas conversaram, pela primeira vez, no início deste mês, com o regime talibã no Afeganistão para discutir a distribuição de assistência humanitária.

Os enviados da Índia tinham-se encontrado anteriormente com representantes do governo afegão em Doha, capital do Qatar, onde têm um escritório.

Também hoje, a Coreia do Sul anunciou que vai doar ajuda humanitária no valor de um milhão de dólares (cerca de 950 mil euros) para apoiar as vítimas do terramoto no Afeganistão.

"Esperamos que a assistência humanitária ajude a aliviar o sofrimento das vítimas", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, acrescentando que "vai continuar a prestar ajuda a países e pessoas afetadas por desastres naturais".

Mais de mil pessoas morreram e 1.500 ficaram feridas, na quarta-feira de madrugada, no sismo de magnitude 5,9 na escala aberta de Richter.

O número de vítimas mortais pode ser mais elevado, uma vez que não foram ainda contabilizadas áreas mais remotas das províncias de Paktika e Khost, onde se situou o epicentro do terremoto.

Este sismo aconteceu depois da saída de muitas agências de ajuda internacional do Afeganistão, devido à retirada dos militares dos Estados Unidos e da NATO e à tomada de poder pelos talibãs, em 15 de agosto do ano passado

O desastre vai agravar o cenário de crise económica e alimentar que o país, com 38 milhões de habitantes, atravessa.

VQ // EJ

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