"O direito à educação dos alunos que fugiram do conflito em Cabo Delgado não estará prejudicado, porque as direções provinciais e os serviços distritais da educação foram orientados no sentido de acolherem e integrarem os alunos", disse à Lusa a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (Mined).

Gina Guibunda avançou que os alunos em causa devem ser inseridos nas escolas das zonas de refúgio durante o processo de retoma faseada do ensino.

O reinício faz parte do alívio das restrições impostas pelo estado de emergência para prevenção da covid-19.

"Já antes dos alunos deslocados pela violência armada, tínhamos a experiência da integração dos alunos obrigados a abandonar as suas zonas devido às calamidades naturais", acrescentou Gina Guibunda.

A responsável do Mined não deu números sobre os alunos obrigados a fugir da violência em Cabo Delgado, mas as Nações Unidas estimam que os ataques armados na província provocaram uma crise humanitária que afeta 211.000 pessoas.

A violência causou a morte de, pelo menos, 700 pessoas.

Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.

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