Com 96,6% dos votos apurados, o antigo primeiro-ministro finlandês Alexander Stubb obteve 51,7% dos votos, contra 48,3% para Pekka Haavisto, uma diferença inferior à prevista nas sondagens, mas suficiente para suceder na Presidência filandesa ao também conservador Sauli Niniistö.

Na primeira volta das presidenciais, realizadas em 28 de janeiro, o conservador Stubb, do partido da Coligação Nacional (no poder), venceu com 27,2% dos votos, enquanto Haavisto, membro dos Verdes que se apresentou como independente, obteve 25,8%. A taxa de participação foi de 75%.

Stubb, que foi eurodeputado, primeiro-ministro e ocupou três pastas ministeriais, incluindo das Finanças e Negócios Estrangeiros, recolhe uma grande parte dos votos do centro-direita e da extrema-direita, enquanto Haavisto, ministro dos Negócios Estrangeiros no anterior governo (liderado por Sanna Marin), é apoiado pelo eleitorado de centro-esquerda e ambientalista.

Eleito por um mandato de seis anos, o Presidente da Finlândia tem poderes limitados, mas o seu papel diplomático ganhou importância na cena internacional desde o recrudescimento das tensões com a vizinha Rússia, na sequência da guerra na Ucrânia, e da adesão do país nórdico à NATO em abril de 2023.

Ambos os candidatos têm posições bastante semelhantes em matéria de política externa, de defesa e de segurança, a principal função do Presidente.

As relações com a vizinha Rússia, que se deterioram após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e a consequente adesão da Finlândia à NATO, serão as principais preocupações do sucessor de Sauli Niinistö (Coligação Nacional), que sai ao fim de 12 anos, por não poder concorrer a um terceiro mandato.

Esta corrida eleitoral marca um regresso à política de Alexander Stubb, 55 anos, primeiro-ministro entre 2014 e 2015, depois de alguns anos no mundo académico.

Nos últimos três anos, lecionou e dirigiu o Instituto Universitário Europeu de Florença, em Itália, depois de se ter retirado da vida política por não ter conseguido vencer o cargo de presidente da Comissão Europeia em 2018, quando foi eleita a alemã Ursula Von der Leyen.

Stubb já confessou que foi a invasão russa da Ucrânia que o motivou a regressar à política: "Senti que poderia haver uma potencial ameaça existencial vinda da Rússia".

Eleito deputado ao Parlamento Europeu em 2004, Stubb entrou na política finlandesa em 2008 e ocupou vários cargos ministeriais: Finanças, Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus. Foi também vice-presidente do Banco Europeu de Investimento.

Já Pekka Haavisto, 65 anos, foi um dos arquitetos da adesão da Finlândia à NATO, pondo fim a décadas de não-alinhamento militar do país nórdico.

Haavisto, um diplomata experiente, teve o seu batismo de fogo como mediador internacional em 1990, quando foi enviado para o Kuwait após a invasão do Iraque para negociar a libertação de um grupo de finlandeses em cativeiro.

Em 2005, foi o enviado especial da União Europeia para as conversações de paz no Darfur.

Diplomata da ONU especializado em ambiente, já foi candidato presidencial duas vezes, em 2012 e 2018, perdendo para Sauli Niinistö.

Pekka Haavisto é também conhecido como DJ amador, sob o nome artístico de DJ Pexi.

DF (JH) // SF

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