"Disparámos porque eles começaram a queimar casas", referiu um dos membros da chamada 'força local', de que dois elementos ficaram feridos, a par de um civil.

A aldeia está situada entre outras duas (Nanhala e Chude) que têm acolhido deslocados em fuga dos ataques rebeldes de 2022.

Outra fonte da 'força local' referiu que as trocas de tiro continuaram até às 07:00 de hoje (05:00 em Lisboa) e que a situação já estava controlada por parte da milícia.

Os confrontos fizeram com que muitas pessoas fugissem desde terça-feira em direção a Mueda, relatou uma mulher de 43 anos, mãe de cinco filhos, e que decidiu procurar segurança na sede de distrito.

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula. 

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

RYCE // JH

Lusa/Fim

 

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