"Não se compreende por que razão continua encerrada a grande maioria dos templos da Igreja Universal. Angola enquanto Estado laico, lá onde a justiça for chamada, devem as instituições afins agirem em conformidade com a lei e a Constituição da República de Angola, e pelo que acompanhamos, estamos perante uma injustiça e não fica bem, ao processo de construção da nação Angola", disse Manuel Fernandes, na apresentação da visão da coligação sobre o Estado da nação.

Em causa está um conflito interno na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, que teve o seu início em novembro de 2019, quando um grupo de dissidentes angolanos decidiu afastar-se da direção brasileira, com várias acusações, nomeadamente de evasão de divisas, racismo, prática obrigatória de vasectomia, entre outras, todas recusadas pelos missionários da igreja criada pelo brasileiro Edir Macedo, que acusam os angolanos de xenofobia e agressões.

Na sequência, a justiça angolana no âmbito de um processo aberto decretou o encerramento dos templos existentes em todo o país, tendo já passado mais de um ano desde a decisão.

O Governo angolano sempre negou que a crise verificada na IURD tenha contornos políticos ou diplomáticos, considerando que se tratou de um problema interno "que gerou uma crise", com implicações legais, e que "por isso o Estado não pode ficar indiferente a essa situação", segundo o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos angolano.

 

NME // LFS

Lusa/Fim

A dose certa de informação. Sem contraindicações.

Subscreva a newsletter Dose Diária.

Esteja em cima do acontecimento.

Ative as notificações do SAPO.

Damos tudo por tudo, para não lhe falte nada de nada!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #portalSAPO nas suas publicações.