"A candidatura de Carlos Vila Nova vem mais uma vez exortar a população de que nós estamos tranquilos e serenos à espera dos resultados definitivos dessa eleição, mas gostaríamos de alertar de que há fortes indícios da CEN de alterar os dados saídos da mesa, ou alterar a vontade expressa pelo povo", disse Américo Ramos, diretor de campanha de Carlos Vila Nova, candidato mais votado no escrutínio de domingo.

Nas últimas 24 horas várias candidaturas estão a questionar a Comissão Eleitoral Nacional sobre o desaparecimento de 4. 497 votos expressos na urnas, tendo o diretor de campanha do candidato mais votado nestas eleições lamentado que "passado mais de 24 horas a CEN não consiga explicar o que se passa com os votos perdidos.

Américo Ramos disse esperar que "essa situação se esclareça e se torne mais transparente porque teremos a segunda volta para não criar qualquer tipo de duvidas para a população são-tomense".

Em conferência de imprensa hoje, a direção de campanha de Carlos Vila Nova, apoiado nestas eleições pela Ação Democrática Independente (ADI), acusou também o presidente da CEN de ser membro da Comissão Política do principal partido no poder, o Movimento de Libertação de são Tomé e Príncipe -- partido Social Democrata (MLSTP-PSD) que apoio o segundo candidato mais votado, Pósser da Costa.

"O presidente a CEN é membro da comissão política do MLSTP-PSD, isso quer dizer que o presidente da CEN recebe orientações expressas do poder e o poder apoia o candidato Guilherme Pósser. Sendo o presidente da CEM membro da Comissão politica do MLSTP quer dizer que nós estamos perante alguém parcial, que estaria ao serviço daquele que é o candidato apoiado pelo governo", acusou Américo Ramos.

O responsável garante que os dados da candidatura que dirige "apontam para um valor que rondam os 44% a favor do engenheiro Carlos Vila Nova e esses 44% incluem já os 4. 497 votos que até agora estão perdidos e que até ao momento a Comissão eleitoral não consegue explicar".

"O candidato apoiado pelo ADI não pode ter nenhuma interferência em qualquer que seja a alteração dos dados porque nós não estamos no poder, não temos influência, a maior parte dos membros da Comissão Eleitoral Nacional pertencem ao bloco do poder, dá que qualquer tipo de alteração de dados só poderia ter sido feita pela CEN", explicou.

Américo Ramos diz que não aceita os resultados provisórios divulgados pela CEN que dão ao seu candidato pouco mais de 39% dos votos.

"Segundo os nossos dados, sem a consolidação da eleição em Mé Zóchi, nós temos para cima de 44% de votos, daí que os 39 % não corresponde de maneira nenhuma os votos expressos a favor da candidatura de Carlos Vila Nova, daí que a CNE tem que vir o mais urgente possível explicar onde é que está os 4497 votos de formas a nós estarmos claros em relação a isso", referiu o diretor de campanha, Américo Ramos.

MYB // RBF

Lusa/fim

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