"Esperemos que ainda este ano tenhamos o serviço devidamente certificado pela ISO 9001", previu o presidente do conselho de administração do Hospital Agostinho Neto (HAN), Imadueno Cabral, na cidade da Praia, no âmbito do lançamento oficial do projeto.

Para o responsável, assim que ficar concluída, a certificação vai trazer várias vantagens, do ponto de vista organizacional, mas também na melhoria dos indicadores e das condições de trabalho e na diminuição da mortalidade infantil e na satisfação das necessidades dos utentes.

"Como sabemos, os serviços de saúde têm desafios do ponto de vista de resposta, nós queremos dar uma atenção especial para que haja uma redução considerável dos constrangimentos que têm a ver com a parte organizacional", traçou.

Além disso, notou que a certificação de qualidade vai trazer outras valências, como o desenvolvimento de instrumentos de trabalho e normas a serem cumpridos por todos os profissionais de saúde, respeitando os requisitos internacionais de segurança do leite que é distribuído às crianças.

"E haverá seguramente uma maior satisfação das necessidades do serviço, porque a qualidade é uma melhoria e queremos que haja melhoria para que possamos chegar àquilo que é exigido pela população", prosseguiu o presidente do maior hospital que alberga o único banco de leite do país.

Para o gestor, a certificação constitui um meio para continuar a garantir a qualidade do serviço prestado aos utentes, nomeadamente aos recém-nascidos, às aleitantes e aos profissionais de saúde.

No processo que certificação que se vai iniciar agora, Imadueno Cabral disse esperar contar com parceiros nacionais e internacionais, nomeadamente o Brasil, a OMS e a Unicef.

"O conselho de administração vê no processo de certificação do banco de leite como mais um passo no processo da certificação da qualidade e funcionamento dos diversos serviços", apontou.

O Banco de Leite Humano do hospital da Praia foi inaugurado em 01 de agosto de 2011, no âmbito do projeto de cooperação com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério da Saúde do Brasil e da Fiocruz-IFF & ICICT.

Com uma disponibilidade de mais de 400 litros de leite por ano, é o serviço especializado, responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de colheita da produção láctica da nutriz, do seu processamento, controlo de qualidade e distribuição.

No ano passado, Imadueno Cabral avançou que o serviço fez cerca de 32 mil atendimentos e recolheu 3.960 litros de leite materno em 10 anos de funcionamento.

"O número de crianças beneficiadas neste percurso saiu de 48 em 2011 para 460 em 2019, tendo em 2020 atingido 363. O número de doadores em 2011 era 82 e passou para 414 em 2019 e no ano 2020 representou mais de 260", contabilizou.

O mesmo responsável destacou os "ganhos consideráveis" deste serviço ao longo da última década, sublinhando igualmente o "papel fundamental" das famílias na disponibilização de vidros para a colheita do leite.

Também apontou os investimentos feitos durante este período, muitos com apoio do Governo brasileiro, no único serviço do tipo no país e em África, com todos os equipamentos e recursos humanos.

Segundo o diretor, os ganhos conseguidos pelo banco têm contribuído para o aumento da taxa de aleitamento materno exclusivo até seis meses, bem como uma melhor alimentação e segurança nutricional das crianças cabo-verdianas.

RIPE // PJA

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