Na quinta-feira, a Escola Portuguesa de Macau (EPM) suspendeu a realização dos exames nacionais por ordem das autoridades locais, na sequência de um novo surto de covid-19 no território, no qual foram detetados 149 casos.

"Os pais legitimamente ficaram muito apreensivos, fizeram chegar essa apreensão aos serviços de Educação e foi possível, depois, junto das autoridades que mostraram a maior abertura, resolver o problema", explicou o diretor da EPM, Manuel Machado.

Na retoma das provas, a partir de segunda-feira, terá de ser observado um conjunto de regras, nomeadamente a limitação do número de alunos por sala -- "três a quatro" -, a obrigatoriedade de fazer um teste PCR com 24 horas de antecedência e um auto-teste na escola, esclareceu o responsável.

Num comunicado, o estabelecimento de ensino alertou ainda os alunos para a necessidade de "usar permanentemente máscara" durante a realização das provas, apresentar uma declaração do código de saúde verde, medir a temperatura e desinfetar as mãos.

O sistema do código eletrónico distingue, através de três cores, o grau de risco de contágio pela covid-19, sendo que o verde identifica que não há qualquer ameaça.

"Após a realização do exame, os alunos devem abandonar as instalações imediatamente e regressar a casa, evitando ajuntamentos", conclui a nota.

"A alteração é boa para todos, para a comunidade em geral, mas especialmente para aqueles alunos e para aqueles encarregados de educação diretamente envolvidos", notou à Lusa o presidente da Associação de Pais da EPM, realçando que a não realização das provas nacionais "podia causar graves problemas no acesso ao ensino superior".

Depois de comunicar com a direção da escola, que deu conta da suspensão dos exames - contou Filipe Regêncio Fiqueiredo - a associação enviou um email à Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) pedindo que, através de um regime excecional, fosse possível a realização das provas.

Apesar de a situação estar resolvida, na quinta-feira, cerca de uma dezena de alunos falharam a prova nacional de Economia.

Esta é uma disciplina do 11.º ano, mas que "é necessária para o prosseguimento dos estudos em certos cursos" do ensino superior, explicou o diretor da EPM, referindo que os alunos poderão realizar o exame na segunda fase que, depois de contactadas as autoridades portuguesas, "vai valer como a primeira".

Na quarta-feira, as autoridades da Educação de Macau anunciaram que o ano letivo escolar ia "acabar mais cedo" no território.

Na sequência do novo surto, Macau declarou ainda a suspensão da atividade de todos os espaços de diversão e dos restaurantes, permitindo apenas o serviço de 'takeaway'.

Encontra-se suspenso ainda o funcionamento de museus e de equipamentos sociais que prestam serviços diurnos (creches, centros de cuidados especiais e centros comunitários) e as visitas a lares de idosos.

CAD // PJA

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