Frank-Walter Steinmeier, em visita a Atenas, garantiu que Berlim estava disposta a apoiar a Grécia, que está a ser a linha da frente da maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial.

Mais de 500 mil pessoas chegaram à Grécia por mar este ano em busca de segurança e de uma vida melhor na Europa, mas mais de 3.200 morreram durante a perigosa travessia do Mediterrâneo a partir da Turquia.

No momento em que a Grécia procura recuperar economicamente, "este influxo é um peso extraordinário", disse Steinmeier, ao diário grego Ta Nea.

"Vamos apoiar a Grécia ao enfrentar este grande desafio", prometeu, acrescentando que "a Europa tem de demonstrar mais coragem de forma a ficar mais forte".

Disse ainda que os europeus "têm de agir em conjunto para assumirem o controlo da situação, salvaguardarem as fronteiras externas, desenvolverem uma abordagem comum do asilo e da imigração e repartirem imparcialmente as quotas de refugiados".

Mais de 700 mil pessoas chegaram à Europa através do Mediterrâneo em 2015, segundo a Organização Internacional das Migrações, atraídos em particular pela Alemanha, a potência económica do continente.

Muitos dos que viajaram para a Grécia arriscaram a sua vida na perigosa travessia marítima em barcos sobrelotados e sem segurança.

Várias embarcações afundaram perto das ilhas gregas no Mar Egeu na quarta-feira e hoje as autoridades elevaram para 15 o número de vítimas mortais, incluindo 10 crianças, enquanto 40 outras pessoas continuam desaparecidas.

Duas crianças e dois adultos foram hoje encontrados afogados, um dia depois de uma embarcação com cerca de 300 pessoas ter naufragado perto da ilha de Lesbos.

As operações de salvamento conseguiram resgatar cerca de 240 náufragos.

Por outro lado, a Guarda Costeira espanhola anunciou que salvou 15 pessoas de uma embarcação que se estava a afundar na costa de Marrocos, mas que existem 39 desaparecidos.

RN // ARA

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