"Nós vamos trabalhar com a nossa colega ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau para a consolidação da paz e sobretudo para que o ciclo político que foi definido seja concluído da melhor forma possível, com as eleições presidenciais previstas para o dia 24 de novembro", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares.

O governante falava ao início da tarde, na conferência de imprensa após a XXIV reunião ordinária do conselho de ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realizou hoje no Mindelo, ilha cabo-verdiana de São Vicente.

"Acredito que estamos no bom caminho, há um movimento de solidariedade muito grande nos Estados-membros da CPLP em relação a este país irmão, que é a Guiné-Bissau", disse o chefe da Diplomacia de Cabo Verde, país que assume neste momento a presidência rotativa da comunidade lusófona.

No comunicado final da reunião de hoje, os ministros dos Negócios Estrangeiros ou Relações Exteriores dos nove países que integram a CPLP "congratularam-se com a formação e o início de funções do novo Governo da Guiné-Bissau".

No mesmo documento, lê-se, saudaram "a marcação da data da eleição presidencial para o dia 24 de novembro de 2019" e "encorajaram os atores políticos a prosseguirem na via do diálogo e do entendimento, por forma a assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas do país".

As eleições legislativas decorreram na Guiné-Bissau em 10 de março, mas o Presidente da República, José Mário Vaz, só indigitou Aristides Gomes como primeiro-ministro quase quatro meses mais tarde e depois de ter recusado nomear para o cargo Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), vencedor das eleições.

O novo Governo foi nomeado a 03 de julho, quase quatro meses depois das eleições legislativas, e no último dia do prazo dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

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