Forças Armadas Angolanas desmentem ataques em Cabinda

O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA) desmentiu informações sobre confrontos entre o movimento independentista de Cabinda e as tropas angolanas, que terão causado 12 mortos, garantindo que a situação política militar na região "é ótima".

"São falsas as informações desse eventual ataque de elementos da guerrilha separatista FLEC a tropas das FAA na comuna de Massabi", disse na quinta-feira aos jornalistas Egídio de Sousa Santos.

Falando no final de uma visita de três dias que fez à província, em que incentivou os efetivos a manterem-se em prontidão em todos os pontos do país, o general assegurou que a situação na região "é estável e sem perturbações".

"A situação política militar é ótima. Visitámos unidades ao longo da fronteira. Está tudo calmo, estável e sem perturbações", disse.

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FLAC) divulgou na quarta-feira ter entrado em confrontos, na terça-feira, com as tropas angolanas no enclave, que causaram a morte a 12 pessoas, quatro delas civis, junto à aldeia e Tchiminzi, na região de Massabi.

Num "comunicado de guerra", o Estado-Maior General do movimento independentista indicou que uma patrulha da sua ala militar foi "alvo de uma emboscada das forças ocupantes" angolanas.

"A FLEC/FAC lamenta a morte dois militares das FAC durante a ação. De lamentar igualmente a morte de quatro civis no decorrer do confronto. Da parte das forças atacantes, seis soldados angolanos perderam a vida", lê-se no documento, assinado pelo chefe operacional das FAC e comandante militar da região do Massabi, Che Libika Nkulu.

Egídio de Sousa Santos disse que a sua visita a Cabinda é uma "uma situação normal", justificando que as FAA têm "uma atenção especial às tropas em Cabinda e não só".

Naquela região militar, adiantou, as FAA "mantêm-se firmes na garantia da estabilidade política militar ao mesmo tempo que asseguram a livre circulação de pessoas e mercadorias".

A FLEC, através do seu "braço armado", as FAC, luta pela independência do território alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se e multiplicou-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento que alega manter uma "resistência armada" contra a administração de Luanda.

DYAS (JSD) // VM

Lusa/Fim

De segunda a sábado,

consulte os especialistas em Motores, Atualidade, Entretenimento, Lifestyle, Tecnologia e Desporto.

Subscreva para receber no seu email, a dose diária recomendada de informação, sem contraindicações.