António Costa deixou este aviso no discurso que proferiu no comício do PS no Porto, cidade para onde se deslocou depois de esta manhã ter participado no congresso do Partido Socialista Europeu (PSE) em Roma.

Com o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, a escutá-lo na primeira fila, assim como muitos destacados dirigentes socialistas, o líder do executivo deixou uma questão sobre o que poderá estar em causa nas eleições do próximo dia 10.

"Será que vale a pena, agora que as coisas se começam a endireitar, fazer uma mudança sem segurança, em vez de dar oportunidade ao Pedro Nuno Santos para continuar o trabalho que temos vindo a desenvolver, agora com mais energia, com novas ideias, mas sem mudança de rumo?", perguntou.

António Costa disse não ter dificuldade em assumir que era possível o seu Governo ter feito melhor.

"Não tenho dificuldade em aceitar que é sempre possível fazer melhor. Mas não é altura de arriscarmos com experiências, nem com a repetição de soluções que já se demonstraram que não funcionam. Não é altura de arriscarmos com experiências de quem não tem experiência", acentuou.

Já na parte final, fez uma alusão às diferentes sensibilidades existentes no seu partido, mas para desdramatizar esse fator.

"É muito bom que o PS esteja aqui todo, na sua pluralidade, mas também naquilo que é a garantia de confiança que emprestamos ao povo português. Este é o PS que desde Mário Soares nunca deixou de ser o que era e que nunca, em circunstância alguma, deixou de estar ao seu lado em momentos de dificuldade", disse.

Depois, referiu-se especificamente ao seu sucessor na liderança do PS, fazendo uma alusão ao facto de ter sido secretário de Estado e ministro nos seus governos.

"Pedro Nuno Santos é um político com experiência, que já teve de decidir, teve de fazer escolhas, sabe que não pode prometer aquilo que lhe possa passar na alma, porque sabe que cada promessa tem um custo -- e que esse custo é cobrado um dia", referiu.

Para António Costa, na atual conjuntura, Portugal "precisa de dar outra vez a confiança ao PS e fazer de Pedro Nuno Santos o próximo primeiro-ministro".

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