As declarações foram feitas por Magdalena Andersson, presidente do comité monetário do Fundo, e pela diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, em conferência de imprensa, no âmbito da assembleia anual da instituição.

"Quando há uma disparidade entre a procura e a oferta, que não é capaz de dar uma resposta, isso pressiona os preços", assinalou Andersson, salientando que se trata de algo que também é "positivo", porque mostra que "o comércio está a recuperar".

Por seu lado, Georgieva afirmou que a subida de preços também responde "ao facto de algumas economias recuperarem mais depressa do que outras", o que a levou a considerar que a inflação generalizada que se vê a nível global "é transitória".

"Mas vamos estar muito vigilantes, porque há outros fatores que podem pressionar os preços, como os choques climáticos", afirmou a dirigente do FMI, acrescentando que os bancos centrais se comprometeram a adotar medidas "apropriadas" se houver riscos.

Segundo as últimas previsões do FMI, divulgadas esta semana, as economias avançadas deverão terminar o ano com uma inflação em média de 3,6%, que baixará de forma gradual para 2% em meados de 2022.

Para as economias emergentes, a subida de preços será mais acentuada, com uma inflação média de 6,8% em finais deste ano, antes de recuar progressivamente para 4% a meio do próximo ano.

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