Uma das características mais marcantes dos modelos BRZ e GT86 é a inclusão de um motor boxer atmosférico. Ao contrário do que alguns rumores podiam indicar, esta solução vai continuar na próxima geração o que deixou algumas pessoas interessadas em perceber o porquê, Em entrevista ao Road & Track, Dominich Infante, diretor na Subaru, explicou que o principal objetivo da manutenção de um motor atmosférico é simples: performance.

Então, mas um turbo não poderia aumentar os valores de potência? Certamente que sim, mas Infante refere que a inclusão deste motor 2.0 litros sobrealimentado, utilizado no Ascent, iria ser prejudicial a performance geral do veículo. Isto porque, se a Subaru montasse um turbo, o centro de gravidade do veículo seria superior. Para além disso, iria aumentar o peso graças a todo o hardware necessário e, consequentemente, o preço teria de ser superior. Ou seja, tanto o centro de gravidade mais alto como o peso extra iam piorar a condução do mesmo, algo que não é, de todo, pretendido.

Em suma, a Subaru preferiu ter um desportivo com potência contida para manter um detalhe que o torna tão famoso: o prazer de condução. Para os petrolheads isto é uma boa notícia, principalmente porque é cada vez mais difícil encontrar este tipo de automóveis. Para já, relembramos que o Subaru não vem para Portugal, mas podemos esperar o novo GR86, um “irmão” que deve continuar a ser quase gémeo ao BRZ.

Fonte: Road & Track