A Michelin encontra-se a realizar uma reorganização da empresa, estratégia essa que já decorre desde 2017, e que se prepara para uma nova medida drástica. Os líderes mundiais de produção de pneus anunciaram, na quarta-feira, que vão cortar até 2300 postos de trabalho em França nos próximos três anos. De acordo com o comunicado o principal objetivo passa por “melhorar a competitividade em até 5% ao ano” em atividades terciárias e na indústria.

Porém, a Michelin afirma que “quase 60% das saídas previstas serão por reforma antecipada ou saídas voluntárias”, e acrescentam que o plano de reestruturação da empresa estará concluído até 2024. De recordar que esta estratégia já obrigou, desde 2017, ao encerramento das fábricas em Vendée (França) e Bamberg (Alemanha) e à eliminação de 1500 postos de trabalho. Todas estas medidas drásticas devem-se à necessidade de responder às “profundas mudanças estruturais no mercado mundial de pneus, marcadas em particular pela chegada massiva de produtos de baixo custo”, referiu Florent Menegaux, presidente do grupo em declarações à agência France Presse. Acrescentou ainda que a Michelin pretende recriar tantos postos de trabalho quantos forem eliminados com esta restruturação.