Pela voz de Ola Källenius, ficámos a conhecer todos os passos rumo à eletrificação total da Mercedes-Benz que deverá acontecer até ao final da presente década.

A Mercedes revelou há poucas horas a estratégia de eletrificação para os próximos anos. Um dos grandes destaques da conferência de imprensa passou pelo anúncio de que a marca quer tornar-se 100% elétrica até ao final da presente década, nos mercados em que isso seja possível, algo que será apoiado por uma verdadeira “avalanche” de carros elétricos nos próximos anos. “A mudança para carros elétricos está a acelerar, especialmente no segmento de luxo, no qual a Mercedes está inserida”, anunciou Ola Këllenius, CEO da Daimler AG e Mercedes-Benz AG.

Para fazer frente a esta tendência de mercado, a Mercedes promete, já em 2022, ter pelo menos um carro elétrico em todos os segmentos em que compete. Desta data até 2030, a marca alemã vai “virar baterias” para os carros elétricos ao anunciar um investimento superior a 40 mil milhões de euros. O investimento servirá para desenvolver tecnologias elétricas, bem como a criação de novas plataformas, com o principal objetivo de reduzir custos de produção e aumentar a sustentabilidade do negócio.

Por falar em plataformas, a Mercedes revelou que, para fazer frente à eletrificação, vai lançar três novas arquiteturas elétricas e modulares. Em primeiro lugar, surge a MB.EA que será utilizada nos veículos passageiros de dimensões médias ou superiores e, por isso, é vista como crucial para o futuro 100% elétrico da marca. A segunda será a AMG.EA que, tal como o nome indica, vai ser utilizada pelos modelos de cariz desportivo AMG. A terceira é referente ao setor comercial, a VAN.EA.

Outro ponto mencionado na conferência de imprensa foi a aquisição da YASA, empresa britânica de motores elétricos. Com isto, a Mercedes quer liderar todo o desenvolvimento, planeamento e produção de motores elétricos no futuro e, com esta aquisição, vai ter acesso a tecnologia de motores de fluxo axial, uma base para começar a pensar as motorizações para a próxima geração.

E os híbridos plug-in?

Relativamente aos motores a combustão, onde se incluem as variantes híbridas e híbridas plug-in, a Mercedes prevê um decréscimo de investimento na casa dos 80% até 2026, numa clara preparação para o seu fim, dando “espaço” aos modelos 100% elétricos.

A dose certa de informação. Sem contraindicações.

Subscreva a newsletter Dose Diária.

Esteja em cima do acontecimento.

Ative as notificações do SAPO.

Damos tudo por tudo, para não lhe falte nada de nada!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #portalSAPO nas suas publicações.