Há 40 anos, em outubro de 1980, a Citroën mostrava em Paris uma edição especial do seu icónico 2 CV. O Charleston custava, nessa altura, 24 800 francos e a marca francesa orgulhava-se de elementos como os “faróis redondos com as respetivas carcaças em vermelho”, uma característica que, segundo o comunicado de imprensa oficial, visava “satisfazer os puristas do 2 CV”.

O 2 CV Charleston procurava manter a originalidade do modelo, apelando aos clientes através de uma abordagem mais chique. Foram apenas produzidas 8 mil unidades daquele que foi o 2 CV mais recheado e potente de sempre. Baseava-se no equipamento Club e distinguia-se pelos revestimentos interiores específicos e pelos faróis redondos, à semelhança do Spécial.

No ano seguinte, devido à grande aceitação por parte do público, a Citroën viu-se obrigada a passar a série limitada a ilimitada, passando igualmente a integrar o catálogo da gama de modelos da marca francesa. A versão de produção em série distinguia-se da edição limitada pelos seus faróis cromados e revestimentos interiores em tom cinzento e com decorações em formato de losango.

Numa primeira fase, era proposto em pintura bicolor Vermelho Delage e Preto, mas em 1982 chega uma versão em Amarelo Hélios e Preto que viria a ser substituída, no ano seguinte, por outra em tons Cinza, Nocturne e Cormoran. A partir de 1988, este inconfundível modelo passou a ser produzido na fábrica portuguesa de Mangualde, sendo facilmente identificáveis pelos vidros “Covina”.

O último 2 CV produzido foi um Charleston Cinza e saiu das linhas de produção de Mangualde a 27 de julho de 1990 com o número de produção 5 114 969, uma marca impressionante de um dos mais inesquecíveis modelos de sempre. Parabéns, Charleston!