Renault formaliza investimento em Cacia com António Costa

Na sequência do anúncio feito em novembro de 2016, a Renault S.A. formalizou esta quinta-feira com o Estado português, um investimento de montante superior a 100 milhões de euros na Renault Cacia, para a produção de uma nova geração de caixas de velocidades.

Na sequência do anúncio feito em novembro de 2016, a Renault S.A. formalizou esta quinta-feira com o Estado português, um investimento de montante superior a 100 milhões de euros na Renault Cacia, para a produção de uma nova geração de caixas de velocidades.

Um processo que já está em curso e que visa a modernização da unidade industrial, a criação de uma linha de montagem específica, a contratação de pelo menos 150 novos colaboradores com contratos de trabalho sem termo, bem como milhares de horas em formação.

Uma aposta que garante o futuro da fábrica para os próximos anos, mas que também faz jus a um passado de investimentos da Renault, já com mais de meio século de história. Na realidade, a Renault é talvez o fabricante automóvel que mais tem apostado em Portugal e na qualidade da produção nacional.

Renault aposta forte em Portugal

Hoje, o Grupo Renault, em Portugal, representa dois mil empregos diretos e o mesmo número de indiretos, através da rede de distribuição. O volume de negócios global é de cerca de mil e duzentos milhões de euros. Ou seja, um grupo no sentido estrito do termo, com uma filial comercial (Renault Portugal), uma filial de distribuição automóvel (Renault Retail Group), uma filial de serviços financeiros (RCI Bank) e, claro, a fábrica Renault Cacia.
No caso concreto desta última, destaque para o facto de exportar a totalidade da produção para 12 países (África do Sul, Argélia, Brasil, Espanha, França, Grã-Bretanha, Irão, Malásia, Marrocos, México, Roménia e Rússia), distribuídos por quatro continentes.

Com um volume de negócios recorde, em 2017, a Renault Cacia é uma das primeiras empresas exportadoras do país e a segunda maior unidade industrial de construtores automóveis, em Portugal, em número de colaboradores – hoje, o número já supera os 1.400! Só em 2017, foram dadas mais de 50.000 horas de formação.

O investimento em curso deve-se, também, à excelência do trabalho realizado pelos profissionais da Renault Cacia: nos três últimos anos, a unidade portuguesa foi considerada, de entre todas as fábricas de componentes mecânicos do Grupo Renault e da Aliança Renault-Nissan em todo o mundo, a melhor na produção de caixas de velocidades, segundo os exigentes critérios de Qualidade, Custo e Prazo!

De Cacia para o Mundo

Mais de 70% do volume de negócios da Renault Cacia diz respeito à produção de caixas de velocidades (725 000 em 2017). A restante percentagem é repartida por diversos componentes, nomeadamente bombas de óleo (do qual é o maior fornecedor de todo o Grupo Renault), árvores de equilibragem e outras referências para caixas e motores. Com uma produção tão especializada e diversificada, pode dizer-se que, em cada automóvel Renault que circula no mundo, existe pelo menos um componente fabricado na Renault Cacia.

A unidade está situada num complexo industrial de 340.000 m² de área total, dos quais 70.000 m² de área coberta. Números que, a médio prazo, vão ser superiores, face a um plano de expansão da área coberta.

História com (quase) 37 anos

A Renault Cacia foi inaugurada em setembro de 1981, com o objetivo de produzir os mais diversos componentes mecânicos, como caixas de velocidades. Inclusivamente, até 1996, a unidade dedicou-se, também, à fabricação de motores, tendo produzido 3,5 milhões de unidades. A título de curiosidade, sublinhe-se que o motor da primeira geração do Twingo foi fabricado – em exclusivo! – em Cacia.

Em 2017 a Renault Cacia atingiu o número de 10.000.000 de caixas de velocidade produzidas. Uma nova efeméride em 2018 com a produção da bomba de óleo número 40.000.000.

Registe-se que a Renault Cacia é o maior fornecedor, a nível mundial, do Grupo Renault de bombas de óleo.

Fundação Renault

Mas no dia em que formalizou um investimento de montante superior aos 100 milhões de euros, também na Renault Cacia, foi promovida a primeira iniciativa da Fundação Renault: a oferta de dois Renault Kadjar a outras tantas corporações de bombeiros da região de Aveiro, uma das mais fustigadas pelos incêndios de 2017.

A Fundação Renault vai ser oficialmente apresentada em setembro deste ano e tem como objetivo trabalhar todas as atividades de responsabilidade social do Grupo Renault, nomeadamente ao nível da segurança rodoviária, educação, igualdade e mobilidade sustentável

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