A marca de Russelsheim vai despedir 4.100 colaboradores, juntando-se à maioria dos seus rivais europeus que estão a reestruturar as suas operações devido à aposta na mobilidade elétrica.

Apesar da promessa feita por Carlos Tavares quando comprou a Opel, a verdade é que a PSA vai cortar 2.100 postos de trabalho até 2025 nas fábricas de Russelsheim, Eisenach e Kaiserslautern. No comunicado emitido pela Opel, os sindicatos acordaram com a casa alemã o corte de adicionais dois mil postos de trabalho, em duas vagas ate 2029.

A Opel anunciou, igualmente, o reforço de investimento na fábrica de Russelshiem, onde será fabricada a próxima geração do Opel Astra a partir de 2021 a versão de cinco portas e em 2022 a carrinha. A melhoria do desempenho da unidade de produção ofereceu o Astra à Alemanha, mais ainda com o acordo para emagrecer os quadros de trabalhadores. Recordamos que a Opel tem cerca de 30 mil funcionários, dos quais 16 mil estão na Alemanha.

Após a compra da Opel por parte da PSA em 2017, a marca germânica tem vindo a conhecer algumas dificuldades em cumprir as normas de emissões, quase impossíveis de alcançar sem recorrer a modelos elétricos. O e-Corsa irá ajudar muito.

Porém, este é mais um sinal que o passo dado pela Alemanha na construção de uma transição dos motores de combustão interna para a mobilidade elétrica, foi errado e que a galope está uma crise social. Os carros elétricos precisam de menos peças, menor complexidade na produção, logo, menos mão de obra. Para já, serão mais de 80 mil postos de trabalho que a indústria automóvel vai cortar nos próximos anos, podendo ultrapassar os 150 mil em cinco a dez anos. E ainda não se sabe o que vai acontecer com a fusão PSA – FCA, pois se agora a Opel sacrifica 4.100 pessoas, apesar das promessas, a hemorragia de despedimentos pode ser gigante.