Moto2: KTM intensifica pressão na Kalex

Domínio da marca alemã cada vez mais em causa

A experiência de anos anteriores diz que os testes valem o que valem, mas existe algo que podemos extrair dos ensaios que hoje terminaram no circuito de Jerez, mesmo com toda a instabilidade meteorológica que se viveu nos últimos três dias.

Falamos da extraordinária competitividade que o protótipo da KTM possui, mantendo a bitola de que a casa de Mattighofen onde entra não é para brincar. Sim já sabíamos disto pelas demonstrações de Miguel Oliveira ao longo da última época, porém agora que a marca austríaca deixou o ano zero, com bastante sucesso diga-se, e entrou na competição-cliente parece que entramos num outro nível onde a ameaça ao domínio da Kalex é cada vez maior para o fabricante germânico.

Em Jerez as três primeiras posições da folha de tempos foram ocupadas por pilotos com KTM entre as mãos ou se quisermos estender mais a análise, vemos que quatro motos austríacas figuraram nas oito primeiras posições. Uma demonstração de força, às portas da nova época, e Miguel Oliveira, a grande esperança da KTM para o título, nem forçou muito a barra, pois foi apenas oitavo.

Se do talentoso piloto luso sabemos bem o que esperar, em relação à  Swiss Innovative Investors, a tal equipa-cliente da KTM e onde o ano passado estava Thomas Lüthi, aguardamos com muita expectativa o que poderá fazer neste arranque de temporada, pois ficaram com as duas primeiras posições em Jerez. Se nos ensaios anteriores os dois pilotos da equipa helvética, Sam Lowes e Iker Lecuona, estiveram discretos, agora o cenário foi bem diferente. Para tal contribuiu inevitavelmente o acumular de quilómetros que permite conhecer cada vez melhor a ‘montada’ austríaca.

Campeão do mundo de Supersport em 2013, Sam Lowes, dispensa apresentações quanto ao seu talento, apesar de alguma inconsistência exibicional e a passagem falhada pelo MotoGP em 2017. Já Iker Lecuona é um completo desconhecido aos 18 anos e pode ter aqui, literalmente, em mãos a grande oportunidade de mostrar ao mundo o seu talento, depois de ter sido fustigado por lesões graves no início da temporada de 2017, que curiosamente surgiram nos testes de Jerez. Um ano depois, curiosamente no mesmo palco, o piloto espanhol esteve muito bem, pois andou por posições onde nunca esteve. Coisas da vida.

Ah e não nos podemos esquecer de Brad Binder, o ‘fiel escudeiro’ de Miguel Oliveira que está a crescer e a constituir-se como mais uma cartada a ser lançada pelo gigante da Áustria.

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