FIA quer troços de 10 Km no WRC

A FIA vai tornar as provas do WRC mais compactas e passar a ter troços mais curtos

O diretor da FIA para os ralis, Jarmo Mahonen revelou ao Autosport inglês que o elemento de endurance dos troços do WRC vai acabar. A ideia é ter troços apenas com cerca de 10 Km… mas muitos mais. Depois de um período em que foi pedido às organizações para testarem formatos de provas, ao que tudo indica a FIA vai agora impor um novo tipo de ralis, tornando-os ainda muito mais, de sprint: “Demos liberdade aos organizadores para fazerem as suas provas como queriam dentro de certos limites, mas devo dizer que falhámos nessa abordagem. Em alguns casos resultou, noutros não, mas precisamos de provas mais standardizadas”. A FIA não quer repetir troços de 80 Km como o que houve no Rali do México do ano passado: “A nossa ideia passar por ter mais troços, que têm se ser mais pequenos, pois dessa forma as notícias multiplicam-se por todo o lado. Quando tivemos o troços de 80 Km no México, o que é que aconteceu? Nada! As pessoas ficaram aborrecidas e ‘desligaram. Há quem pense que devemos ter troços de 750 km, mas eu digo que os ralis evoluíram e não é possível voltar aos velhos tempos. Os ralis como os conhecíamos, já não existem. Hoje em dia o que queremos ter é corridas em terra. Agora, se perdes 10 segundos num troço, acabou.  Dantes um piloto podia pensar, vou atacar no segundo dia. Isso já não existe. E estes carros não foram feitos para endurance” explicou Mahonen, que aparentemente não pretende mexer na quilometragem dos ralis, mas sim ter mais troços, para poder haver mais notícias a circular”

Mahonen entende também que o parque de assistência tem que ser visitado mais vezes pelos carros: “Não sou a favor de parques de assistência remotos.  Não nos podemos esquecer que estamos a construir este campeonato para construtores e estes investem milhões com as suas instalações de hospitalidade, por isso sair de manhã e voltar ao fim do dia não é bom. O que se faz com os convidados? Por isso é que a Hyundai construiu o ‘Terminal 5’ no parque de assistência. Os ralis têm que ser compactos e precisam de um coração e esse coração é o parque de assistência onde o entretenimento é oferecido”, disse, deixando também claro que a FIA não vai permitir que os troços ‘desçam’ dos 25% da quilometragem total do rali: “Há eventos com 20%, isso é turismo, não ralis…”

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