Segundo a empresa especialista de reciclagem de baterias, Aceleron, a proliferação de carros elétricos pode levar a um problema ambiental.

Esta empresa britânica, que produz alternativas sustentáveis à utilização do lítio em baterias, antecipa que a revolução elétrica pode criar mais de 11 mil toneladas de lixo tóxico por ano nos próximos 20 anos!” A solução, diz esta empresa, é as baterias serem usadas num modelo circular que assegure o mínimo desperdício e preserve recursos valiosos.

Segundo o CEO da Aceleron, Amrit Chandan, “se desenharmos baterias para uma economia sem ser circular, não podemos evitar que as baterias sejam acumuladas como lixo em todo o mundo. A descarbonização do transporte é critica, mas ainda estamos a resolver o problema da sustentabilidade, criando desde logo outro problema. O lixo tóxico das baterias é o elefante na sala!”

A Aceleron fabrica baterias desenhadas para serem reparadas e reusadas, ou seja, terem uma segunda vida em outra função, ao contrário do que se passa hoje. Estão equipadas com uma gestão inteligente, o que permite que a sua performance seja monitorizada á distância, podendo ser reparada em casa de necessidade.

Porém, alguns entendem que esta preocupação com o lixo das baterias é exagerada. Alan Colledge, gestor da Cawleys Hazardous Services, empresa britânica de reciclagem, sustenta que “é alarmista e não serve de nada, além de não ser totalmente verdade, a preocupação com eventual lixo tóxico das baterias devido ao aumento de carros elétricos. Tenos de ter confiança que os veículos elétricos podem ser reciclados.”

Curiosamente, a Universidade de Birmingham fez um estudo e chegou á conclusão que “as tecnologias de reciclagem para baterias de iões de lítio em fim de vida não acompanham o crescimento das vendas de modelos elétricos.” A verdade é que as marcas também estão preocupadas, com a Renault a tentar usar essas baterias como acumuladores para edifícios residenciais ou de escritórios ou usados como fonte de energia para certas industrias. Nada resultou até agora. Veremos o que nos diz o futuro.