PSD sem pressa para decidir sobre o veto do Presidente da República

O PSD quer esperar pela eleição do novo líder para depois decidir quais as possíveis alterações à lei do financiamento partidário. O partido encara a decisão de Marcelo com total naturalidade.

O PSD quer esperar pela eleição do novo líder para depois decidir quais as possíveis alterações à lei do financiamento partidário. O partido encara a decisão de Marcelo com total naturalidade.

O PSD não tem pressa para tomar qualquer decisão sobre a lei do financiamento partidário que foi devolvida à Assembleia da República na sequência do veto do Presidente da República.

Numa reação à decisão de Marcelo Rebelo de Sousa em vetar a lei, o líder parlamentar do PSD garantiu que o grupo parlamentar encara o veto com “toda a naturalidade”, já que o Presidente está “no exercício dos seus direitos”. Hugo Soares explicou ainda aos jornalistas, em declarações transmitidas pela Sic Notícias, que o “PSD está em processo de eleição de uma nova liderança”, “já na próxima semana” e, por isso, vai esperar “que seja eleita uma nova comissão nacional do PSD, para depois decidir em consonância com aquela que for a estratégia política, e depois alterar ou não a lei do financiamento partidário”.

Marcelo Rebelo de Sousa decidiu chumbar a nova lei de financiamento dos partidos que previa, entre outras matérias, o alargamento do benefício da isenção do IVA a todas as atividades partidárias e ainda o fim do limite para as verbas obtidas através de iniciativas de angariação de fundos, por considerar que houve “ausência de fundamentação publicamente escrutinável quanto à mudança introduzida no modo de financiamento dos partidos políticos”.

Hugo Soares reconheceu que a nova lei do financiamento partidário foi uma matéria que criou “grande sensibilidade em vários quadrantes da sociedade”, apesar de ter sido “uma matéria amplamente discutida durante mais de um ano”. Agora que a lei volta à Assembleia da República, o líder parlamentar está confinante que a “Assembleia da República fará o seu trabalho”, e garante que o PSD encara a questão “com muita naturalidade”, “de quem conviveu com a atual lei sem nenhum problema”. Recorde-se que o PSD foi um dos partidos que votou a favor da nova lei.

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