Moedas: “Na Europa ninguém sabe o que são o BE e o PCP”

Comissário europeu para a Ciência e Inovação destaca trabalho do PS na credibilização do país na Europa, mas critica o "discurso visceral contra as empresas" dos seus parceiros na geringonça.

Comissário europeu para a Ciência e Inovação destaca trabalho do PS na credibilização do país na Europa, mas critica o "discurso visceral contra as empresas" dos seus parceiros na geringonça.

O comissário europeu para a Ciência, Investigação e Inovação, Carlos Moedas, elogia o desempenho do Partido Socialista no Governo, “que tem continuado a credibilizar o país” na Europa, mas critica duramente os dois parceiros da esquerda, Bloco de Esquerda e Partido Comunista, que “visceralmente, não gostam de empresas privadas”.

“A geringonça tem duas partes: tem uma parte de um partido social-democrata em termos europeus, que é o Partido Socialista, que tem uma visão muito equilibrada do mundo e tem tido um olhar em relação às empresas. Depois tem dois partidos – o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista – que, visceralmente, não gostam de empresas privadas e isso é grave”, considera Carlos Moedas em entrevista ao Diário de Notícias (acesso livre).

“Em Portugal, às vezes, não temos essa noção e damos alguma desculpa a algum discurso totalmente antiempresarial. Acho que as pessoas têm, de uma vez por todas, de levantar a voz contra esse tipo de discurso. As empresas privadas são importantes, são as empresas privadas que dão emprego. Podemos falar da ideologia do PCP e do BE, mas acho que o pior é esse discurso visceral contra as empresas”, diz ainda.

Carlos Moedas considera que a imagem de Portugal lá fora é boa. “Vejo um Partido Socialista que tem vindo a cumprir tudo o que se comprometeu com a Europa, que tem continuado a credibilizar o país. Essa é a imagem que se tem de fora”, afirma.

“Mas de fora os meus colegas não estão a ver o Bloco e o PCP. Eles tornam-se, internacionalmente, invisíveis. Ninguém está a ver os detalhes. Quando estamos na Europa ninguém sabe o que são o BE e o PCP, mas aqui tem esse efeito de serem partidos contra as empresas“, explica o comissário europeu.

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Na mesma entrevista, Carlos Moedas fala da negociação do orçamento comunitário para o período 2021-2027 e dos cortes que deverão afetar os fundos destinados Portugal. “Pode ter havido um mau começo, mas ao que se chegou na proposta é bastante equilibrado. Ou seja, Portugal conseguiu ter cortes na parte estrutural e agrícola inferiores à média e há países que têm cortes muito superiores”, destaca o responsável.

“Acho é que até se fechar isto tudo com os países Portugal ainda corre riscos e pode haver algum problema. (…) Penso que se conseguíssemos manter o que já temos seria uma grande vitória”, diz.

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