Marcelo: “Temos essa vocação de diálogo com países muito diferentes”, disse ao El País

Em entrevista ao El País, o Presidente da República elogiou Portugal e Mário Centeno, após a eleição deste para líder do Eurogrupo. Para Marcelo, esta não será a última nomeação de um português.

Em entrevista ao El País, o Presidente da República elogiou Portugal e Mário Centeno, após a eleição deste para líder do Eurogrupo. Para Marcelo, esta não será a última nomeação de um português.

Dois dias após a eleição de Mário Centeno para líder do Eurogrupo, Marcelo Rebelo de Sousa deu uma entrevista ao El País, onde elogiou o atual ministro das Finanças, ressalvando que essa nomeação se deveu ao “espírito de Portugal para construir pontes entre países e entre posições distantes“.

“Somos os nórdicos do século XXI”, disse Marcelo Rebelo de Sousa ao espanhol El País (conteúdo em espanhol), na sequência da eleição de Mário Centeno para o Eurogrupo. Para o Presidente da República, esta nomeação não aconteceu por acaso, mas sim por vários fatores: “O primeiro é a unidade nacional, para ter uma direção estratégica comum, além das diferenças partidárias. O segundo fator é a consciência europeia de Portugal, embora as cores de seus governos tenham mudado, o compromisso europeu de seus governantes nunca mudou”, disse.

No entanto, destaca ainda um terceiro fator, diretamente ligado à decisão do primeiro-ministro em “escolher um caminho pró-europeu para o Governo socialista“, sublinhando a sua escolha em apostar “tudo na Europa” e na “mudança”. Também segundo o ambiente que se vive atualmente na Europa, “tempo de mudança”, Marcelo compara Portugal aos países nórdicos no século passado, no que diz respeito à influência e importância que tinham para a Europa. “A ajuda de um país nórdico foi procurada, agora Portugal está a desempenhar esse papel. Somos os nórdicos do século XXI porque temos essa vocação de diálogo com países muito diferentes“, disse.

Quanto ao próprio ministro das Finanças, Marcelo não poupou elogios e relembrou que Mário Centeno “começou como tecnocrata e em dois anos se afirmou como político“. “Não é apenas uma questão de finanças, é sobretudo uma questão de ouvir melhor as outras vozes, de facilitar o diálogo com o Norte, o que, sem dúvida, faltou. Sem diálogo, não há entendimento, muito menos compreensão”, destaca o Chefe de Estadio português.

Sobre Portugal, o Presidente da República referiu o ambiente de instabilidade que se vive na Europa, “Brexit, França com o novo Governo de Macron; a Alemanha sem Governo, na Áustria não se sabe, a Itália com eleições à vista”. Por isso, considera que “a solução era encontrar uma solução equilibrada: Portugal”, que caracteriza como um “país com uma posição aberta, dialogante, tecnicamente competente e politicamente flexível. É uma ponte em todas as decisões internacionais graças ao trabalho continuado”.

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