Juros da dívida norte-americana penalizam Wall Street

Os juros da dívida norte-americana a dez anos tocaram na fasquia psicológica dos 3%. Expectativas otimistas em relação aos resultados das empresas impedem maiores quedas.

Os juros da dívida norte-americana a dez anos tocaram na fasquia psicológica dos 3%. Expectativas otimistas em relação aos resultados das empresas impedem maiores quedas.

As bolsas norte-americanas contrariaram a tendência positiva da abertura e encerraram a sessão desta segunda-feira a cair, depois de a taxa de juro da dívida dos Estados Unidos a dez anos ter tocado na fasquia psicológica dos 3%. Isto numa altura em que os investidores antecipam uma subida da inflação.

O índice de referência S&P 500 foi a única exceção, ao fechar acima da linha de água, com uma valorização de 0,01%, para os 2.670,29 pontos. Já o tecnológico Nasdaq perdeu 0,25%, para os 7.128,60 pontos, enquanto o Dow Jones recuou 0,06%, para os 24.448,69 pontos, naquela que foi a quarta sessão consecutiva de quedas do índice industrial.

A pesar sobre os mercados acionistas estão os juros da dívida soberana norte-americana. No prazo a dez anos, o juro chegou a tocar, esta tarde, nos 3%, tendo entretanto recuado para os 2,98%. Estes são os valores mais elevados desde janeiro de 2014 e acontecem numa altura em que o mercado antecipa uma subida mais acentuada da inflação, o que, a confirmar-se, deverá acelerar o fim das políticas monetárias de estímulo à economia por parte da Reserva Federal norte-americana.

As quebras não são mais acentuadas porque, apesar deste cenário, os investidores mantêm-se com expectativas positivas em relação aos resultados das grandes empresas.

Segundo as previsões da Reuters, as empresas que estão cotadas no S&P 500 poderão ver os seus lucros crescer em 20% neste primeiro trimestre do ano, fazendo destes os melhores três meses dos últimos sete anos.

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