“Exceções” na guerra comercial aliviam Wall Street

Os investidores estão a agarrar-se ao mais recente desenvolvimento da Casa Branca: o presidente norte-americano poderá excluir das taxas alguns parceiros comerciais chave.

Os investidores estão a agarrar-se ao mais recente desenvolvimento da Casa Branca: o presidente norte-americano poderá excluir das taxas alguns parceiros comerciais chave.

As bolsas norte-americanas voltaram a abrir em alta ligeira. Wall Street tem estado sob pressão nos últimos dias, depois de Donald Trump ter anunciado que pretende impor taxas sobre aço e alumínio importados, e o sentimento dos investidores tem flutuado entre o medo de uma guerra comercial com os principais parceiros dos Estados Unidos e o entusiasmo com a evolução da economia. Nesta sessão, estão a agarrar-se ao mais recente desenvolvimento da Casa Branca: o presidente norte-americano poderá excluir das taxas alguns parceiros comerciais chave.

O índice de referência S&P 500 abriu a subir 0,21%, para os 2.732,79 pontos, enquanto o industrial Dow Jones arrancou a valorizar 0,3%, para os 24.875,86 pontos. Já o tecnológico Nasdaq acumula a quinta sessão de ganhos e soma 0,37%, para os 7.424,70 pontos.

A marcar a sessão no índice tecnológico está o negócio milionário anunciado esta quinta-feira: a companhia de seguros norte-americana Cigna quer comprar a Express Scripts, que também atua no setor da saúde, numa operação avaliada em 67 mil milhões de dólares. No arranque desta sessão, a Express Scripts, cotada no Nasdaq, segue a disparar mais de 14%, para os 83,74 dólares por ação. Em sentido contrário, a Cigna segue a desvalorizar 8%.

Mas a pesar sobre a movimentação nas bolsas estão, sobretudo, as decisões que deverão ser tomadas ainda esta quinta-feira na Casa Branca. A imprensa norte-americana dá conta de que o Canadá e o México, “e possivelmente outros países”, poderão ficar excluídos do plano de Donald Trump de impor taxas sobre o aço e o alumínio importados.

“Tudo o que seja visto como um pequeno recuo na imposição da taxas será positivo”, comenta Scott Brown, economista chefa da consultora Raymond James, citado pela Reuters.

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