Este espaço de cowork é exclusivo para mulheres. E tem lista de espera de 8.000 interessadas

Em Nova Iorque há dois espaços de cowork destinados exclusivamente a mulheres. Desde salas de amamentação a casas de banho com salões de beleza, este espaço é desejado por mais de oito mil candidatas.

Em Nova Iorque há dois espaços de cowork destinados exclusivamente a mulheres. Desde salas de amamentação a casas de banho com salões de beleza, este espaço é desejado por mais de oito mil candidatas.

Nova Iorque tem dois novos espaços construídos exclusivamente a pensar nas empreendedoras. São zonas de cowork, com entrada vedada aos homens, e com uma lista de espera de cerca de oito mil interessadas. Avaliado em mais de 42 milhões de dólares, o The Wing requer uma anualidade superior aos dois mil dólares e planeia inaugurar outros dois espaços.

Funciona como uma espécie de clube, mas só para mulheres, adianta o Business Insider (conteúdo em inglês). Foi idealizado por Audrey Gelman e Lauren Kassan, por sentirem que precisavam de um espaço privado e acolhedor para as horas que passavam a trabalhar, mas também para as inúmeras vezes em que precisavam de trocar de roupa para as reuniões. Nessa altura, não tinham alternativa senão usar casas de banho públicas.

A ideia surgiu na altura da candidatura de Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos, em 2016. As fundadoras acreditavam que a candidata venceria: “Esta seria a idade de ouro para as mulheres no poder. Assim, elas poderiam ter quartos como este”, disse Audrey ao Business Insider. Mas, como sabemos, isso não aconteceu. No entanto, mal elas sabiam que a vitória de Donald Trump lhes traria uma visibilidade inesperada e uma lista de espera na casa dos milhares.

Atualmente, o clube tem dois espaços abertos na cidade de Nova Iorque e cerca de 1.500 membros inscritos. Mas, a lista de espera ronda as oito mil interessadas, daí a The Wing estar a planear inaugurar mais dois espaços em território norte-americano: Brooklyn e Washington DC. Quanto às candidaturas aceites, as fundadoras explicam que preferem uma multiculturalidade: “As candidaturas são aceites em termos de diversidade: diversidade de carreira, raça e etnia, diversidade de idade e diversidade de horários para garantir que não estejam todas à mesma hora“, disse Kassan.

Recentemente, arrecadou um investimento de 32 milhões de dólares (38,5 milhões de euros) através de um financiamento por parte da WeWork. Com isto, o clube está atualmente avaliado em 42 milhões de dólares (50,6 milhões de euros), de acordo com a revista Forbes.

O que tem o espaço de especial?

O espaço, com dez mil metros quadrados, tem um toque feminino, onde as casas de banho funcionam como salões de beleza. Há uma sala de repouso, onde os membros podem descansar e uma sala onde as mães podem amamentar os seus bebés. Para além disso, há ainda duas salas de reuniões que podem ser alugadas pelos membros, cabines telefónicas privadas, uma biblioteca constituída maioritariamente por autores femininos e uma zona de café/bar.

Mas, como qualquer espaço de cowork tem um preço, este não é diferente. Os preços da The Wing variam conforme o acesso às divisões: para usufruir de apenas uma divisão, a anualidade fixa-se nos 2.350 dólares (1.951 euros), o que corresponde a 215 dólares (178,5 euros) por mês. Se optar por ter acesso a todas as divisões do espaço, a anualidade sobe para os 2.700 dólares (2.242 euros), uma mensalidade de 250 dólares (207,6 euros). O clube oferece ainda eventos, oportunidades de voluntariado comunitário e sessões de cinema.

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