EDP vende mini-hídricas. Negócio avaliado em 164 milhões de euros

A elétrica liderada por António Mexia anunciou a venda de 21 centrais mini-hídricas em Portugal. A operação está avaliada em 164 milhões.

A EDP vendeu 21 centrais mini-hídricas. Com esta venda, a empresa liderada por António Mexia espera receber 164 milhões de euros, valor que juntará aos 55 milhões captados com a alienação de ativos em Portugal. Estes desinvestimentos visam, segundo a empresa, uma “otimização do portfólio” numa altura em que os lucros encolhem à custa das provisões.

Em comunicado enviado à CMVM, a EDP revela que “através da sua subsidiária EDP – Gestão da Produção de Energia chegou a acordo com a Aquila Capital para a venda de 100% da EDP Small Hydro”. Esta empresa tem sete centrais mini-hídricas, além da Pebble Hydro que, por sua vez, detém 14 centrais mini-hídricas. São, ao todo, 21 centrais mini-hídricas, com capacidade para 103 MW, situadas no Centro e Norte de Portugal.

A EDP revela que o “preço da transação acordado corresponde a um Enterprise Value de 164 milhões [valor que inclui a dívida], o qual está sujeito a ajustes entre a presente data e a conclusão da operação, como é usual neste tipo de transações”, salientando que o “EBITDA total da Small Hydro e Pebble Hydro nos últimos 12 meses ascendeu a 21 milhões de euros”.

Esta venda de ativos em Portugal junta-se a uma outra realizada em julho, altura em que alienou “50% da EDP Produção Bioeléctrica à Altri, por 55 milhões de euros”, visa uma “maior otimização do portfólio, através da alienação de atividades não estratégicas e de escala reduzida em Portugal, bem como da alocação destes fundos a outras áreas de crescimento”.

São vendas em Portugal que se juntam a outras feitas lá fora. Recorde-se que no final de outubro a empresa liderada por António Mexia anunciou a venda de oito centrais mini-hídricas no Estado do Espírito Santo, no Brasil, por 166,4 milhões de euros à Statkraft Energias Renováveis.

Estes desinvestimentos acontecem numa altura em que a EDP regista uma quebra acentuada nos lucros. Os resultados líquidos dos primeiros nove meses cifraram-se em 297 milhões de euros, uma quebra de 74% face a igual período do ano passado. A penalizar as contas está, sobretudo, a provisão de 285 milhões de euros que a empresa constituiu para fazer face à revisão dos CMEC.

(Notícia atualizada às 7h45 com mais informação)

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