Moody’s corta outlook da Altice por causa das contas da Meo

A Moody's reviu em baixa a perspetiva atribuída à Altice, de "estável" para "negativa", justificando a decisão com os maus resultados da empresa no terceiro trimestre em Portugal.

A Moody's reviu em baixa a perspetiva atribuída à Altice, de "estável" para "negativa", justificando a decisão com os maus resultados da empresa no terceiro trimestre em Portugal.

A Moody’s baixou a perspetiva da notação atribuída à Altice, de “estável” para “negativa”, avançou a Bloomberg esta quarta-feira. A agência de rating justifica a decisão com vendas mais fracas do que o esperado no terceiro trimestre em Portugal e com as alterações na gestão e na estratégia da empresa. A redução da perspetiva indica que a agência poderá vir a reduzir a notação atribuída à dona da Meo que, atualmente, se fixa em B1.

“O rating B1 reflete a necessidade de estabilizar as receitas em França e Portugal”, indica a Moody’s, mas também a necessidade de levar a cabo a reestruturação do negócio em França e a de amortizar a elevada dívida, bem como o perfil de liquidez “enfraquecido” da empresa. A redução da perspetiva pela Moody’s segue-se a uma decisão no mesmo sentido por parte da Standard & Poor’s, outra agência de notação financeira com sede nos Estados Unidos, que também reviu em baixa o outlook da Altice para “negativo”.

Além da redução da perspetiva do rating da Altice, a Moody’s reduziu o outlook da SFR, a operadora de telecomunicações da Altice em França e o principal negócio do grupo de Patrick Drahi. A empresa tem estado sob forte pressão desde o início de novembro, quando apresentou fracos resultados do terceiro trimestre e uma queda nas receitas da Meo e da SFR, bem como a perda de clientes em França. Os resultados levantaram dúvidas quanto à capacidade da empresa de pagar os mais de 50 mil milhões de euros de dívida que acumula.

Os resultados precipitaram as ações da Altice numa acentuada queda de quase 60% no mês. No entanto, em dezembro, os títulos têm recuperado e ainda não assistiram a perdas. Desde a última sexta-feira, 1 de dezembro, as ações do grupo já recuperaram 12,9%, com cada título a valer 7,49 euros.

(Notícia atualizada às 17h14 com mais informação)

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