“Quem não tem cão, caça com gato”. Pouco depois de se ter ficado a saber que os dois ralis que mais vezes pertenceram ao Mundial, desde 1973, 46 vezes, Finlândia e Grã-Bretanha, não se realizariam este ano devido à pandemia de coronavírus, eis que a FIA, o Promotor e as equipas tiram um coelho da cartola, que pode incluir provas fora da ‘caixa’, leia-se do calendário inicialmente previsto para 2020.

Na reunião do Conselho Mundial da FIA, prevista para a próxima semana, vai saber-se mais relativamente a um novo calendário do Campeonato do Mundo de Ralis. Há muito que se sabe que a FIA e o promotor do WRC desejam pelo menos sete provas para poder haver um Campeão esta época, e neste momento isso ainda é possível pois, após terem sido realizados os ralis de Monte Carlo, Suécia e México, estão agendados os ralis da Turquia, Alemanha, Japão e a Itália, que foi adiado. Esta prova pode realizar-se na data inicialmente prevista para o Rali da Grã-Bretanha, e neste momento decorrem conversas nesse sentido.

Paralelamente, numa entrevista a uma TV sueca, a SVT, Oliver Ciesla, diretor-Geral do Promotor afirmou: “Estamos a ponderar todas as opções possíveis. Temos as datas disponíveis e agora há que perceber quanto tempo precisamos para passar de um local para outro. A logística é um fator bastante limitativo neste campeonato e a consequência disso é que estamos à procura de alternativas na Europa.
Seja como for, nós e em especial a FIA, que, neste momento, demonstra flexibilidade com o formato, precisamos de ter garantias que os padrões de segurança estão ao nível de um Campeonato do Mundo. A segurança para nós tem um padrão elevado, e isso limita bastante as opções. Por outro lado, devido a questões logísticas, talvez seja melhor ficar no continente do que ir a uma ilha, isso reduz as possibilidades para quatro ou cinco eventos e esses podem ser provas que tenham estado no Europeu ou que já estiveram em contacto com o WRC e que procurávamos observar como candidatos. Há uma série de eventos que identificámos e estamos já em conversações com todos eles para vermos o mais rapidamente o que é possível”.

Das palavras de Oliver Ciesla, pode deduzir-se que pode estar a referir-se ao Rali da Croácia, que já esteve para ser candidato ao WRC, mas esta seria uma possibilidade longínqua, face às palavras de Ciesla, relativas à segurança. Fazer uma prova do WRC sem atestar antes uma prova é um risco demasiado grande. Já o Rali de Chipre, apesar de ser numa ilha, é uma boa probabilidade, pois já pertenceu ao WRC, chega-se lá com facilidade, e a prova tem estado no Europeu de Ralis. Se há uma prova que o WRC iria ‘adorar’ é o Rali Barum, na República Checa.
Mas há outras hipóteses e o mais positivo disto é que a FIA não está a ver tudo desmoronar-se à sua frente: Está a trabalhar para substituir, como puder, algumas provas em falta. Portanto, vamos ver o que acontece.