Tom Coronel sem papas na língua, simpático, como de costume. Na Holanda estranha-se as máscaras, e em Portugal estranhou quase tudo: A refeição servida na mesa ao lado, todos de máscara, ninguém na rua, ainda menos na estrada, apontaram-lhe uma ‘pistola’ para medir a temperatura, e só uma coisa correu normalmente, quando entrou no carro e ficou tudo como dantes.

Quando lhe perguntaram o que achava da Fórmula 1 em Portimão: “Porque é que o contrato ainda não foi assinado”? Em declarações ao GP Update, o simpático holandês resumiu o seu fim de semana nas 24 Horas de Portimão: Foi segundo nos TCR, naquela que é a sua primeira taça de 2020: “Em Portugal anda-se o dia todo com uma máscara. Na Holanda não estamos habituados a isso”. No circuito, tinha que manter um metro e meio de distância, só fiquei feliz quando entrei no carro com o capacete posto porque assim eu não teria de usar máscara”.

Por fim, quanto à possibilidade da F1 em Portimão: “Quando guiava na pista, pensei, uau, deve ser fixe conduzir um F1 aqui. Há muitas diferenças de nível, e eu sei como é isso num fórmula. Portimão é absolutamente adequado para a Fórmula 1, mil por cento de certeza. É como Zandvoort, um circuito de ‘pilotos’ no qual os erros são punidos. É muito técnico, portanto, se cometeres um erro, as coisas podem realmente correr mal.
Além disso, há uma combinação muito agradável entre as curvas de média e alta velocidade. Para além disso, a pista é um enorme ‘comedor’ de pneus. A Fórmula 1, com diferentes estratégias de pneus iria funcionar muito bem ali. No nosso carro (TCR), houve uma diferença de cinco segundos entre pneus novos e gastos. É por isso que acho que na Fórmula 1 seria muito interessante” disse Coronel, que se referiu também às instalações: “O meu aplauso. Ainda não assinaram? Têm que assinar imediatamente. Portimão é um circuito a sério, e num belo cenário, nada menos que como Suzuka”. Nada que já não soubéssemos em Portugal, mas dito por alguém de fora, sabe sempre bem ouvir.