Ricardo Gomes trouxe para Portugal um Tesla P100D, num projeto inovador, já que o carro é o o primeiro GT de competição totalmente elétrico do mundo.
No AutoSport desta semana, nas bancas 4ª Feira pode ler uma completa entrevista, em num dos pontos que o piloto explica os cuidados a ter com esta novidade absoluta. Há procedimentos específicos nas provas para este carro, e Ricardo Gomes explica como tudo se processa e porquê tem de ser assim: “Os procedimentos de segurança no carro são muito simples e o carro é operado de uma forma muito elementar. Temos todo o equipamento de segurança garantido, na nossa assistência, e estamos a munir cada clube organizador com um kit de ação no carro, caso o mesmo sofra algum tipo de acidente.
O carro, tal como na Fórmula E, ou nos E-kart, funciona por sistema de luzes. Existem 3 tipos de luzes, verde, amarela e vermelha, todas estas visíveis do interior e do exterior da viatura.
Em caso de acidente, caso a luz esteja verde o carro pode ser intervencionado e tocado sem qualquer problema, em caso de luz amarela ou vermelha são necessários equipamentos (como tapete anti-estático, por exemplo), para o operar ou retirar o piloto do seu interior. Este equipamento está acondicionado na viatura de segurança que cada clube organizador tem em cada prova. Esse carro é o último a subir, numa espécie de fecho de pista, logo após a minha subida. Refira-se que em Murça se optou, por este mesmo motivo, por colocar o Tesla a fazer a sua subida um último, mesmo após os protótipos”, disse Ricardo Gomes.

Levando a questão para o dia a dia na estrada e numa era em que existe esta novidade recente, que são os carros elétricos, as equipas de socorro, bombeiros e INEM já sabem como proceder em caso de necessidade ou acidente. Se for mesmo necessária intervenção antes da chegada dos bombeiros, por exemplo, é é fundamental perceber onde se encontra o interruptor de corte de energia para a bateria de tração no caso de o veículo não possuir, automaticamente, um sistema que o tenha feito automaticamente.
Seja como for, as possibilidades de haver problema são remotas, pois as baterias dos automóveis estão normalmente situadas no piso do veículo, e por isso mais resguardadas contra impactos. Os sensores do airbag, se ativados, dão um sinal à bateria de tração para que esta seja isolada eletricamente, deixando de oferecer energia elétrica que dificilmente permite descargas. O maior perigo é o incêndio, e nesse contexto as equipas de emergência, têm que estar preparadas, ter material específico e os conhecimentos necessários para debelar os incêndios, que são muito raros nos elétricos, embora já tenham acontecido.