Joaquim Rodrigues (21ª na etapa)

“Mais uma etapa difícil para mim. Esta não
é a minha semana porque arranquei e ao primeiro quilómetro o meu roadbook
deixou de funcionar. Tive de fazer a prova toda sem ele e foi muito complicado.
Tentei ir com calma mas depois voltei a perder bastante tempo porque me perdi
mas melhores dias virão.”

Mário Patrão (22º na etapa)

“Só tivemos contacto com o roadbook 10 a 15 minutos antes de partir para
a etapa, o que significa que ao contrário do habitual não conseguimos fazer um
estudo prévio dos perigos e assinalá-los como achamos mais conveniente e até
decorá-los, como muitas vezes acontece. A nossa cabeça já está formatada para
estas situações e há muitos perigos e notas que acabamos mesmo por decorar.
Desta forma tivemos de navegar à vista, o que aumenta o nível de insegurança e
obriga a uma maior prudência no ritmo que se imprime. Os perigos aparecem na
hora e é preciso fazer face a isso. Ainda relativamente a este assunto há outro
fator: cada piloto tem a sua forma de marcar o roadbook e está habituado ao seu
método há anos. Quando é entregue o documento com outras cores e marcado de
outra forma, mesmo que se queira fazer alterações já não é possível, não há
tempo. Depois já quando disputava o segundo setor cronometrado, a mota ficou
sem o travão de trás, o que me obrigou a uma navegação mais cautelosa.”

Paulo Gonçalves (25º na etapa)

“Fizemos hoje a segunda etapa de
maratona. Foi um dia difícil com muita navegação e cometi um erro que me levou
a perder vários minutos. Agora é difícil alcançar um bom resultado mas para nós
é importante continuar a pilotar o mais forte possível para compreender a
durabilidade da nossa moto. Neste momento está tudo bem com a moto, todos os
upgrades que fizemos funcionam bem e nos próximos dias eu e os meus
companheiros de equipa vamos tentar terminar sem erros de navegação.”

Foto: Hero Motosports