Para que se perceba um pouco melhor as dificuldades que todos os desportos vão ter quando começarem e enfrentar a realidade das medidas que podem ser impostas pela diversas entidades de saúde de cada país, veja-se o que os organizadores do Rally Roma di Capitale, prova do Europeu de Ralis, revelaram em termos de medidas para os adeptos poderem assistir ao rali.
Programado para 24 a 26 de julho em estradas perto de Roma, os adeptos terão de se inscrever numa plataforma Internet dedicada e especificar as áreas em que desejam ver o evento.
Ser-lhes-à igualmente fornecido um guia para os ajudar a compreender as medidas de saúde a respeitar. Aos adeptos vai ser pedido que tenham comportamentos corretos de distanciamento social. Segundo a organização: “Tem de dar o exemplo e mostrar que o mundo dos ralis que estão prontos a aceitar mudanças importantes para que esta disciplina possa recomeçar“.
Basicamente, tal como qualquer “sala de espetáculos com lotação” a ideia passa por impedir que se juntem demasiadas pessoas num só local.
Em Portugal continuamos à espera que o Governo e as entidades de saúde decidam que medidas tomar, de modo a que a FPAK e os clubes vejam o que podem fazer. Se há adeptos que souberam perceber a mensagem que lhes foi transmitida quando o ACP decidiu levar o Rali de Portugal para o Norte, e atuar da forma que era esperada pela FIA e ACP, foram os portugueses, portanto se agora, para ver ralis tiverem de acatar na medida do possível, distanciamento social, vão fazê-lo. Se a maioria das pessoas andam quilómetros, por vezes ao frio e à chuva, para ver ralis, certamente conseguem contribuir para que não existam problemas quando a disciplina arrancar em Portugal.