É cada vez mais forte a probabilidade do Mundial de Fórmula 1 regressar a Portugal. O AutoSport sabe que, apesar de ainda não estar totalmente certo, as conversações com o Autódromo Internacional do Algarve e a FPAK estão muito avançadas. Há ainda fatores que podem fazer mudar as coisas, mas neste momento as hipóteses de voltarmos a ter um Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 em Portugal são mesmo muito fortes.

A verdade é que desde que se percebeu que havia Grandes Prémios a ficar pelo caminho, logo em março, que a hipótese de um Grande Prémio em Portugal, no AIA esteve sempre em cima da mesa. A ‘chancela’ Grau 1 já estava prevista e foi só o primeiro passo para que tudo pudesse ser possível. Tal como Paulo Pinheiro nos disse, há tempos, do lado do AIA está tudo preparado para aceder às necessidades da FIA e da FOM, e apesar de se ter ponderado inicialmente que a prova portuguesa pudesse avançar após um eventual cancelamento de Silverstone, a verdade é que apesar das oito corridas europeias estarem já confirmadas, curiosamente é devido às dificuldades que a FIA e a FOM estão a ter relativamente à concretização da segunda parte do calendário, a fase Eurasia/Ásia, que Portugal volta à baila, e as declarações de Ross Brawn deixaram claro que é muito forte a possibilidade de Portugal ter uma corrida.

Como se percebeu pelo cancelamento recente de três corridas (Azerbaijão, Singapura e Japão) a FOM e a FIA já perceberam que vão ter que incluir mais corridas europeias, e é nesse contexto que Portugal se chega à frente. A data para a prova portuguesa pode ainda oscilar muito, e a razão para isso é simples: É dos países cogitados (Itália, Alemanha e Portugal) que maior probabilidade tem duma boa meteorologia em qualquer altura. Por isso pode oscilar onde der mais jeito à FIA/FOM.

Mugello/Imola/Hockenheim, quanto mais para a frente no ano, mais provável é poder chover demais. A juntar a tudo isto não é líquido que se consigam realizar corridas nos EUA, México e Brasil, e isto só faz crescer ainda mais a probabilidade lusa. Por fim e também importante. Nenhuma das corridas europeias que a FIA/FOM precisam para compor a segunda fase do calendário vai pagar um cêntimo. O GP de Itália está previsto para 4 a 6 de setembro. A partir daí, qualquer data dos dois meses seguintes pode ser para Portugal. Agora, resta aguardar, mas pode ter a certeza que as hipóteses de voltarmos a ter F1 em Portugal (a última vez foi em 1996) são mesmo muito fortes…