Pedro Matos Chaves participou no Rali das Camélias aos comandos de um carro muito especial. A Renault 4L, com António Pinto dos Santos ao lado, ele que nunca tinha guiado uma máquina com tanta história no WRC: “Não! E tenho muito gosto em ter feito este rali a convite do Pinto dos Santos, principalmente pelo que tem de engraçado, o carro, a sua história, a Renault, que é uma marca que me deixa saudades e no fundo um bocadinho de saudades deste mundo, de que estou afastado desde 2005. Nas estradas de Sintra não passava desde 1983 quando abria o rali no carro do meu pai. O Fernando Batista e o César Torres andavam nos outros. Foi daí que conheci a Lagoa Azul e Peninha, são estradas fantásticas, nunca lá corri… até agora. Isto tudo junto deu-me vontade de voltar a este mundo e de ver esta ‘malta’ toda conhecida.
O rali foi muito giro, com carros bons, carros históricos. Estou contente por aqui estar e estou a aprender a guiar aquele carro que não é fácil”, disse Matos Chaves que fintou o desafio: Quando é que vais conseguir extrair todo o potencial daquele motor? “O pá, se eu pudesse fazer tudo o que queria o ‘Pintanas’ tinha um ataque do coração. Não pelo perigo, mas por ‘magoar’ o carrinho dele, que ele tanto gosta. A 4L tem de ser tratada na ponta dos dedos, e foi o que fiz. Também, se for muito depressa ficamos em último, se for muito devagar ficamos em último. Não havia grande escolha.”
Mas houve. Ficaram em segundo, a contar de baixo, claro. Como se isso interessasse…