Nunca se tinha visto um Dakar assim… Seis etapas, três vencedores diferentes e um total de cinco pilotos a passarem pela liderança da classificação!

Efeito iô-iô”… assim foi apelidado esta semana por Ricky Brabec. Mas afinal o que é o “efeito iô-iô”?!

Em todos os Rallies, é normal quem arranca na frente estar em desvantagem. “Abrir a pista” nunca é fácil mas a verdade é que neste Dakar a exigente navegação veio “amplificar” esta desvantagem.

Nas primeiras seis etapas, foi quase matemático… Quem arrancou na frente na etapa 1, ficou fora do Top 10 na etapa 2. Quem arrancou na frente na etapa 2, ficou fora do Top 10 na etapa 3… e assim sucessivamente.

Desta forma, em teoria, os pilotos que ficaram no grupo da frente na etapa 6 serão aqueles que vão estar em condições de atacar na etapa 12, a última deste Dakar. Porquê? Simplesmente porque vão arrancar atrás!

Este grupo é composto por Joan Barreda, Ross Branch, Daniel Sanders, Ricky Brabec, Adrien Van Beveren e Toby Price, Sam Sunderland e Pablo Quintanilla.

Mas isto significa que o resultado do Dakar se pode prever numa folha Excel? Claro que não!

Aliás, se no arranque para o último dia, continuarmos a ter os 10 primeiros separados por apenas 15 minutos, tudo pode acontecer… literalmente, TUDO!!!

O gráfico das posições alcançadas em cada etapa por cada um dos pilotos que atualmente compõem o Top 15 do Dakar
O gráfico das posições ocupadas por cada piloto na classificação geral ao longo das primeiras seis etapas do Dakar 2021
(imagem: Trackingdakar.com)
A classificação geral do Dakar após a etapa 6