Já lá vão uns ‘anitos’, mas o AutoSport não deixa cair no esquecimento. As 1000 Milhas do Bombarral de 2002 foram um evento recheado de nomes sonantes do desporto motorizado e do mundo do espetáculo. No fundo os ingredientes necessários para tornar um evento de lazer deste género um sucesso, quer no campo desportivo quanto mediático. Em pista estiveram nomes como Pedro Lamy, Pedro Couceiro, Filipe Albuquerque e Adolfo Castro, entre outros, muitos deles ilustres desconhecidos do grande público, mas autênticos especialistas em provas de resistência, capazes de se baterem “taco-a-taco” com os pilotos profissionais.
Um duelo muito disputado foi o que apôs as equipas nacionais à formação internacional composta pelo inglês Lewis Hamilton, na altura uma das grandes figuras do karting mundial, que já tinha contrato com a McLaren e que tinha sido 3º classificado no campeonato Inglês de Fórmula Renault, o belga Jan Heylen, vencedor do Fórmula Ford Festival, o americano Patrick Long, 8º classificado no campeonato inglês de Fórmula Renault e Mike Conway, 4ºclassificado no campeonato inglês de Fórmula Ford. Quanto à equipa do Big Brother e outros VIP, Nuno Homem de Sá encabeçou uma lista composta por Romana, Sérgio Rossi, Lourenço Tamagnini, Nico Benavente, António Machado e Mozer, antigo jogador do Benfica.

O que o Autosport escreveu na altura:

Um piloto da McLaren no Bombarral
A primeira edição das 1000 Milhas do Bombarral teve na presença de uma equipa internacional de grande nível a sua mais valia. Jan Heylen, Patrick Long, Michael Conway e Natalie Tomsett, foram os colegas de equipa de Lewis Hamilton, a grande “estrela da companhia”. Campeão da Europa de Fórmula A em 2000, este talentoso inglês é apontado como um dos pilotos mais promissores da sua geração. Há mais de três anos que Hamilton é piloto da McLaren, o que o leva a participar em inúmeras actividades da equipa (para correr em Portugal foi mesmo necessário a autorização de Ron Dennis).
Apesar da grande experiência que detém no kart, esta foi a primeira vez que Hamilton participou numa prova deste género o que não o inibiu de se evidenciar quando a pista esteve molhada, “a participação na prova foi espectacular. Nós pensávamos que vinhamos um pouco para brincar, mas na sexta-feira, vimos logo pela cara de poucos amigos dos outros pilotos que a coisa não era bem assim”, contava o simpático inglês, para logo de seguir explicar: “Foi pena o azar que tivemos ainda na fase inicial da prova o que nos levou a perder muitas voltas e a consequente impossibilidade de a vencer. Mas para mim que foi a primeira vez que participei numa corrida deste género só posso dizer que gostei bastante. O traçado era espectacular, os karts excelentes e a organização muito profissional. Para o ano vamos voltar e para vencer.” O belga Jan Heylen, recém vencedor do “Fórmula Ford Festival” também alinhou pelo mesmo diapasão. “O traçado era excelente e a organização muito profissional. Só não gostei foi de não termos vencido. Para o ano cá estaremos para a vingança e espero que com mais equipas, pois vou falar aos meus amigos para virem cá correr”. Aos pilotos internacionais, juntaram-se ainda Miguel Tomé, e os conhecidos Adolfo Castro e Pedro Baptista, que deram o seu contributo para a equipa.