Com Márquez de fora, e a sua condição para Brno daqui a duas semanas ainda uma incógnita, a Honda Repsol defronta-se com um problema no MotoGP.

As deficiências da RC213V da Honda têm sido mascaradas vezes sem conta pelo talento de Marc Márquez, mas na sua ausência em Jerez foram impiedosamente expostas.

Agora a Honda tem de decidir como fazer uma moto mais fácil de pilotar, sem perturbar o cocktail vencedor.

O fim de semana do Grande Prémio na Andaluzia foi um marco indesejado para a Honda, já que foi a primeira vez desde 2013, quando Marc Márquez subiu ao MotoGP com a marca, que o Campeão não começou uma corrida.

O seu valente esforço de regresso, poucos dias depois de uma cirurgia ao braço direito partido numa violenta queda nas últimas etapas do GP de Espanha da semana passada, também em Jerez, teve de ser abandonado.

O braço de Márquez, inchado e negro após a tentativa de qualificação em Jerez

Depois de se qualificar, mas com uma severa perda de força no braço, o oito-vezes campeão foi obrigado a escutar o seu corpo, e a honrar a sua promessa à Honda de parar se não se sentisse bem.

O problema agora é duplo: Por um lado, e há fotos nas redes sociais a comprová-lo, a lesão de Márquez é grave e nada garante que o piloto esteja em forma para correr no exigente traçado de Brno só daqui a duas semanas.

Alex Márquez fez uma corrida inteligente para acabar 8º

Por outro, apesar da boa forma mostrada por Alex Márquez com um resultado final de 8º e da boa exibição de Nakagami, um excelente 4º na Honda Idemitsu da LCR, Crutchlow, que se arrasou para acabar em 19º depois de também ele ter sido operado, está ainda combalido e qualquer destes três dificilmente substituirá Márquez no seu melhor, especialmente em vista do momento de forma que as Yamaha atravessam, com 1-2-3 em Jerez.