Danilo Carlo Petrucci é um dos raros pilotos do plantel da MotoGP que veio das Superstock, sendo o outro Morbidelli.

O piloto italiano nascido em Terni, a 24 de Outubro de 1990 não vem de uma família abastada, e o pai Danilo e a sua mãe fizeram muitos sacrifícios para o apoiar nas corridas nos momentos mais difíceis. “Petrux” começou a correr em 1998 em minimotos e mini motocross, alcançando alguns troféus nacionais.

Em 2006 mudou-se para as corridas de velocidade entrando na Copa CBR600, de onde emergiu como o melhor estreante. Em 2007 Petrucci competiu na Yamaha R6 Cup e fez algumas aparições no Campeonato Europeu de Superstock 600. O seu vice-campeonato na R6 Cup concedeu-lhe o apoio oficial da Yamaha Motor Italia para as temporadas seguintes.

Nas Superstock a lutar pelo título

Em 2008 Petrucci disputou a sua primeira temporada internacional no campeonato europeu de Superstock 600, marcando duas poles e conquistando o sétimo lugar na classificação final do campeonato. Em 2009 venceu três corridas e conquistou o quarto lugar no campeonato europeu; na mesma época tornou-se vice-campeão italiano de Superstock 1000 e venceu a classe sub-23.

Em 2010 Petrucci entrou para as Superstock 1000 montando pelo Team Pedercini, enquanto competia também no Campeonato Italiano de Superbike. Neste último campeonato, terminou em terceiro lugar na geral e conquistou o título de sub-25.

Em 2011 voltou a competir no Mundial de Superstock 1000 montando uma Ducati 1098R inscrita pela Barni Racing Team. Com quatro vitórias e seis poles, terminou a temporada como vice-campeão atrás de Davide Giugliano. Também disputou o campeonato italiano de Superstock 1000, conquistando o título de campeão e até chegar aonde compete atualmente no Campeonato do Mundo de MotoGP pela equipa Ducati Corse, passou tempos difíceis, chegando a considerar desistir.

Estreia em MotoGP com a Suter

Em 2012, Petrucci juntou-se à equipa Ioda na classe de MotoGP , montando uma moto sob as regras de Claiming Rule Teams (CRT) com um chassis feito pela Ioda e um motor Aprilia RSV4. A equipa passou a usar um chassis Suter e motores BMW a meio da temporada. Petrucci terminou em 19º lugar no campeonato e sétimo na classe CRT com 27 pontos.

A Ioda continuou com maquinaria Suter/BMW e expandiu a sua equipa de MotoGP para duas motos em 2013, com Lukáš Pešek como segundo piloto. Petrucci terminou em 17º lugar no campeonato e 5º na classe CRT com 26 pontos.

Petrucci manteve-se com Ioda na temporada de 2014, no entanto a equipa voltou a ter um único piloto no campeonato e regressou ao motor Aprilia. Petrucci sofreu uma fratura no pulso, de uma queda durante a sessão de aquecimento para o Grande Prémio de Espanha em Jerez. Assim, Michel Fabrizio substituiu Petrucci nas rondas 6 e 7. Petrucci regressou para o TT holandês em Assen e acabou por terminar em 20º lugar no campeonato e 5º na classe Open com 17 pontos.

Em 1 de Outubro de 2014, foi anunciado que Petrucci deixaria a equipa Ioda e mudaria para a Ducati Pramac com um contrato de dois anos, a começar na temporada de 2015. Substituiu Andrea Iannone, que se mudou para a Ducati Team para andar com uma moto de fábrica. Petrucci conquistou o seu primeiro pódio no Grande Prémio da Grã-Bretanha em Agosto. Depois de ter começado no 18.º lugar da grelha, Petrucci passou pelo pelotão em condições húmidas e acabou por terminar em segundo, atrás de Valentino Rossi.

Perdeu as primeiras quatro corridas depois de ter sofrido uma fratura na mão num acidente de pré-temporada em Phillip Island. No regresso, destacou-se mais uma vez no molhado durante o TT holandês, onde fez a volta mais rápida e liderou brevemente antes de a corrida ser interrompida, mas acabou por se retirar com uma falha elétrica.

No final de 2018, perante a ida de Iannone para a Aprilia um bocado em desgraça, confirmou-se a subida de Petrucci à formação de fábrica, a Ducati escolhendo-o sobre Jack Miller na altura, e Dovizioso apoiando e encorajando Petrucci, ajudando-o a treinar e a motivar-se.

Mugello, 2019: uma vitória de sonho

Uma série de nove resultados consecutivos no top seis viu Petrucci iniciar a sua carreira na formação de fábrica em 2019 em grande estilo, começando com uma série de sextos lugares e acabando com uma vitória inaugural de conto de fadas em Mugello, entre dois terceiros em Le Mans e Barcelona.

Porém, o resto da época perdeu a confiança e o seu melhor a partir dai foi 4º na Alemanha, embora conseguisse mais 7 lugares no Top 10 até ao fim da época.

Na sua vida privada, Danilo Petrucci, que chegou a considerar uma carreira na polícia, namora Giulia, também de Terni, a quem credita com restaurar a serenidade na sua vida.

De facto, em 2017, estava muito deprimido com a falta de resultados e começou a interrogar-se se não era altura de mudar de desporto. Durante o voo escreveu todos os seus pensamentos num caderno, mas no momento da aterragem recebeu a notícia da morte do piloto Nicky Hayden e o choque fê-lo decidir a continuar.

Com 137 partidas em Grande Prémio, das quais obteve uma única vitória, 9 pódios, e 2 voltas rápidas, continua a ter o sonho de participar no Dakar um dia…