As duas equipas da KTM Red Bull estão confiantes na temporada de MotoGP de 2020, com Pol Espargaró, Miguel Oliveira e o estreante Brad Binder, três pilotos promissores e cheios de potencial, que se vão motivar mutuamente. Para mais, o estreante Iker Lecuona, de 20 anos, do estábulo KTM Tech3, vai lutar pelo prémio de rookie do ano contra Brad Binder e Alex Márquez.

Binder destacou-se em Fevereiro como o melhor piloto da KTM com o 9º lugar no teste de Losail. Há dias, Miguel Oliveira andou mais rápido do que Pol Espargaró no Circuito Mundial de Misano, justificando a promoção à equipa de Fábrica do português para 2021 e 2022.

As equipas vencedoras Honda, Yamaha, Suzuki e Ducati não têm permissão para testar com os pilotos regulares desde Fevereiro, ao contrário das “equipas de concessão” Aprilia e KTM. Por isso, é difícil avaliar o atual equilíbrio de poder antes do GP de Jerez a 19 de Julho e do dia de teste em Jerez em 15 de Julho.

Mike Leitner, o diretor de corridas da KTM, falou sobre as alterações nos regulamentos técnicos e as expetativas com os ases Pol Espargaró, Miguel Oliveira e Brad Binder, começando por afirmar:

“Quanto aos nossos três candidatos, o Brad ainda não fez uma única corrida de MotoGP, mas todos esperam algo dele porque foi um dos melhores pilotos de Moto3 e Moto2 e está agora a chegar ao MotoGP. Temos de começar, e depois logo veremos onde ele se pode alinhar.”

“O Brad é definitivamente um talento de topo, nem é preciso dizer. Caso contrário, não estaria na equipa de fábrica.”

“Sabemos que ele é um tipo forte e está no topo. É um piloto jovem e rápido.”

“Claro que o Miguel está em forma agora, vimos isso em Misano. Esperamos que faça muito por nós.”

“Já fez uma grande corrida em Spielberg em 2019, quando teve pela primeira vez o mesmo material que o Pol. Mas, infelizmente, uma corrida mais tarde em Silverstone a sua época acabou por causa da lesão no ombro.”

“Claro que, aconteça o que acontecer, ainda temos um ano com o Pol.”

Desta, Miguel começa o ano em forma

A KTM e a Aprilia, como equipas concessionadas, foram autorizadas a desenvolver os seus motores até 29 de Junho, ao contrário das equipas vencedoras, que viram modificações congeladas em Março.

Falando a seguir do desenvolvimento dos motores, Leitner não viu grande vantagem no facto de que, ao contrário das outras equipas, a KTM e Aprilia não foram obrigadas a congelar o desenvolvimento.

“De início, estávamos prontos para o começo da temporada em Março. Na altura, dizia-se que tudo seria congelado a partir de Março. Não foi o caso, mas também não houve competição em nenhum lugar, logo o período de carência até 29 de Junho não nos trouxe nada de concreto.”

“Podíamos ter selado o nosso motor em Março. Na verdade, fi-lo depois de Doha, quando o acordo foi feito com todos os outros fabricantes da MSMA.”

“Nessa altura, revelámos a nossa especificação à IRTA, até porque com o motor não se pode fazer grandes saltos em algumas semanas. Além disso, a empresa esteve fechada algumas semanas depois por causa da paralisação. Assim, não mudámos nada de maior, para ser franco.”

“Quanto à aerodinâmica, está congelada nas seis fábricas desde o teste de Doha em Março.

Foi acordado um período de carência, já que a Aprilia parece ter tido um grande problema.”

Para mais, os regulamentos técnicos foram alterados recentemente e a KTM e a Aprilia têm de começar a temporada de corridas de 2021 exatamente com o mesmo motor.

Mas depois, as duas marcas recém-chegadas, se continuarem sem lugares de pódio, ou seja, mantiverem os pontos de concessão, estão autorizadas a fazer novamente atualizações ao motor.

“Era importante para a Comissão de Grande Prémio que a corrida técnica às armas não continuasse a todo o gás. É por isso que Aprilia e KTM têm começar a temporada de 2021 com os motores de hoje.”

Teoricamente, depois de um Grande Prémio, os motores poderiam ser substituídos e atualizados, mas perde-se a vantagem de, como “equipa de concessão”, poder utilizar mais dois motores do que as outras fábricas, ou seja, nove em vez de sete.”

“Temos de nos certificar de que usamos a quilometragem até à primeira substituição do motor, que significa fazer três Grandes Prémios por motor.”

“Ainda temos tempo para pensar até às primeiras corridas do próximo ano. Depois, temos de ver o que podemos fazer. Vamos pensar cuidadosamente sobre a estratégia para 2021. Mas para já, estamos à espera que comece a temporada de 2020.”