Miguel Cristóvão sagrou-se campeão na Ultimate Cup Series, ao terminar em segundo a corrida realizada em Paul Ricard.
 
Depois de uma qualificação marcada por problemas elétricos, o português, na companhia de Julian Wagg e Julien Falchero (que substituiu este fim de semana Alessandro Ghiretti), arrancava do nono posto da grelha de partida. Apesar de uma posição longe do ideal, Cristóvão rapidamente começou a recuperar posições, terminando a primeira volta no quinto posto. A recuperação não se ficou por aqui, tendo continuado a ganhar lugares, com um ritmo rápido e consistente.
 
Com uma boa estratégia para as quatro horas de prova, o português realizou um turno de condução de mais de uma hora e meia, o que lhe permitiu entregar o Ligier JS P3 #88 da Team Virage a Julien Wagg na segunda posição. O piloto suíço continuou a rodar num ritmo forte, o que permitiu que, depois, Julien Falchero pudesse atacar o líder nos momentos finais da prova. Apesar de não terem conseguido ultrapassar para vencer, o #88 do Team Virage fez o suficiente para que Miguel Cristóvão fosse campeão.  

“Foi uma corrida dura! Arrancámos muito de trás, mas com um bom ritmo e consistência, consegui ir recuperando, mas sempre com cuidado nas ultrapassagens, dado que o mais importante era o campeonato e não queríamos arriscar. Subimos até segundo e, depois, os meus colegas de equipa estiveram muito bem. Foi por muito pouco que não conseguíamos a vitória. Mas o mais importante estava garantido, o título”, afirmou com satisfação Miguel Cristóvão.

“Foi uma época muito exigente! A equipa teve de ter muitos cuidados para evitar alguém ficar infetado com o coronavírus e, para além disso, tive de preparar-me muito bem fisicamente, uma vez que estes carros, os LMP3, são muito exigentes. Mostrámos desde a primeira prova muita competitividade, frente a pilotos muito fortes e este resultado é o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido. Foi um ano fantástico para o automobilismo português e é um orgulho muito grande poder ter contribuído. Agora é tempo de celebrar aquele que é o título mais importante da minha carreira”, concluiu Miguel Cristóvão.