Mick Schumacher diz saber que o seu sobrenome “não é uma garantia” de um futuro na Fórmula 1. Depois do filho de Michael Schumacher, há um ano ter chegado à Fórmula 2, a Ferrari já lhe conseguiu dois testes, com a Ferrari e Alfa Romeo, mas o jovem Schumacher não tem tido vida fácil na Fórmula 2: “Em termos globais estou feliz com o meu andamento durante a temporada, os dados mostram que existiram apenas três corridas em que não tive ritmo, mas o mais importante foi o que aprendi durante o ano de 2019, especialmente em termos de gestão de pneus, que é provavelmente a parte mais crucial na Fórmula 2.
Este ano, não só quero continuar a melhorar, mas também quero ser capaz de lutar contra os melhores pilotos”, disse o jovem Schumacher que já percebeu que o nome o ajuda em muitos aspetos, mas também lhe coloca uma pressão, que, por exemplo, Bruno Senna nunca conseguiu ultrapassar: “Sei que tenho de fazer muito melhor na F2, estou bem ciente de que se eu quiser chegar à Fórmula 1, tenho que ter um bom desempenho na Fórmula 2. Nenhum piloto chega à F1 por causa do apelido. Isso de modo nenhum é uma garantia”.

Convém não esquecer, tomando novamente como exemplo Bruno Senna, que Michael Schumacher e Ayrton Senna são dois dois dos melhores pilotos de sempre da história, se não os dois melhores e os seus, filho e sobrinho, respetivamente, podem ter boas carreiras sem precisar de chegar à F1, e que toda a gente os ‘pressione’ por causa do nome.
Bruno Senna construiu a sua carreira, que é bem digna e o jovem Mick Schumacher, quer queiramos, quer não, já está na F2, portanto algo de bom deve ter feito até aqui. Pode haver quem alegue que havia outros muitos melhores para estar no seu lugar. Talvez. Mas qual de nós não faria o mesmo que o jovem Mick Schumacher e Bruno Senna fizeram: tentar.